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    Para que a paciência não vire desespero no Flamengo

    Por em maio 25, 2015

    Primeiro vamos deixar algumas coisas claras: 1. Vamos despolitizar o assunto futebol do Flamengo. Ou seja, desvincular a parte técnica e administrativa da política; 2. Não deturpe a cobrança por contratação ou ao departamento de futebol com um pedido da volta dos gastos irresponsáveis.

    Me baseio no que já foi falado e divulgado na mídia que o Flamengo vai fazer contratações, os chamados “tiros certeiros”, e que temos dinheiro para investir como afirmou o vice-presidente geral do Clube, o Sr. Walter D’Agostino. Se essas afirmações fossem mentirosas, certeza que o Clube emitiria uma nota desmentindo ou até mesmo teríamos algum VP afirmando o contrário em alguma Rede Social.

    Muitos consideram a cobrança agora desnecessária, pelo fato de ainda estarmos iniciando o Campeonato Brasileiro, mas não vejo dessa forma. Não fizemos nenhum jogo convincente no Campeonato Carioca. Tivemos dificuldades para vencer alguns jogos contra os pequenos e nas semifinais fizemos dois jogos ruins contra o Vasco. A cobrança agora é para evitarmos que só lá na frente seja confirmado o que hoje é visto por qualquer um, e também para evitarmos medidas desesperadas por parte da diretoria.

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    Temos vários fatores em evidência: A questão física com muitos jogadores contundidos e a demora na recuperação; a questão técnica com a falta de um bom futebol, seja ele coletivo ou individual, e a questão administrativa.

    Há um clamor pela demissão do Luxemburgo, o que não concordo, pois a equipe que temos hoje é praticamente a mesma que terminou o Brasileiro do ano passado com o técnico. Demitir Luxemburgo só iria amenizar os ânimos da torcida, mas não resolveria o problema, pois acredito que a situação do Flamengo hoje se dá por uma questão de fatores que engloba todo o Departamento de futebol e varreria para debaixo do tapete esses problemas sem solucioná-los. Por parte dos jogadores há uma clara falta de vontade como ficou evidente nas duas primeiras rodadas contra São Paulo e Sport. Após o Flamengo estar perdendo, o time foi na Raça e na vontade. Contra o São Paulo quase empatou a partida e contra o Sport quase consegue a virada.

    O Flamengo bem arrumado, com um mínimo de padrão tático, é time para não passar sufoco no campeonato e também para não almejar algo maior. Mas em futebol tudo pode acontecer. Com dois ou três bons reforços, podemos almejar Libertadores e até mesmo título, mas tudo depende do que vamos fazer em campo, pois no papel temos jogadores bons, mas que não traduzem isso dentro das quatro linhas. A bola jogada hoje é para lutar contra o rebaixamento pelo terceiro quarto ano seguido.

    Wrobel assumiu a Vice-Presidência em meio a um turbilhão no ano passado, mas não é da área mesmo que seu trabalho seja razoável. Tivemos a experiência com o VP anterior e vimos como foi o seu mandato. Wrobel tem a companhia de Rodrigo Caetano que é badalado no meio esportivo, mas que até agora sua melhor atuação foi emprestando os jogadores que não seriam aproveitados por Luxemburgo e que a torcida queria longe. A atuação da dupla é questionada, não pela falta de contratações, mas por um planejamento ruim desde o início do ano. Contaram com o “se”, algo mais perigoso no mundo do futebol e devem ser cobrados por isso.

    Se há uma fritura do elenco para derrubar Luxemburgo, Rodrigo Caetano ganha para identificar esse tipo de situação, assim como se for identificada uma falta de vontade por parte dos jogadores. Esse comportamento não é profissional e nem aceitável. Jogadores que adotam essas práticas devem ser afastados.

    O futebol é o carro chefe do Flamengo e hoje é seu pior departamento. Se o clube apresenta um jurídico competente, um financeiro cheio de expertises, um marketing que mesmo aquém arrecada mais ano a ano, e um Esportes Olímpicos autossuficientes, o futebol está bem longe deles. Vale lembrar que todo poder de arrecadação do Flamengo foi criado pelo que conquistou o futebol desde 1912 quando foi criado e não por causa de outra coisa. Caso não apresentados os resultados positivos, o que é feito nas outras áreas caem por terra e nem justifica tais fracassos. Resumindo: Se continuarem sem práticas profissionais, o que podemos concluir é que o amadorismo tão criticado lá atrás, continua no Departamento de Futebol.

    Chega de medidas paliativas. Chega de caça às bruxas. Chega de elegermos um culpado quando o erro é coletivo. E falo tudo isso porque nos pedem paciência quando cobramos e criticamos, mas se nada for feito, essa paciência vai se transformar em desespero.

    Eu só quero tranquilidade e não passar mais um ano brigando contra a “confusão”.

    Tulio Rodrigues

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