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O diferencial de um time vencedor, é saber crescer nas adversidades. Vindo de um ano de ouro, o Basquete do Flamengo encontrou dificuldades na atual temporada, principalmente na Liga das Américas, onde chegou ao Final Four, mas não conseguiu defender o título, terminando no terceiro lugar, mesma colocação obtida na fase classificatória do NBB.

Mas a equipe deu a volta por cima, evoluiu nos playoffs da competição nacional e sobrou, principalmente na semifinal e na final, chegando ao terceiro título seguido, o quarto na história da competição. A conquista aconteceu na manhã desse domingo (30), no Ginásio Neusa Galetti, em Marília/SP, após a segunda vitória da série de melhor de três jogos contra o Bauru.

Empolgado pelo triunfo da última terça-feira (26) no Rio de Janeiro, o time Rubro-Negro fez um primeiro quarto avassalador na segunda partida. Apesar de começar perdendo por 3 x 0, não demorou para o Flamengo virar e deslanchar no placar. Quando já estava com um prejuízo de seis pontos, o Bauru pediu tempo, mas não conseguiu parar a pressão dos defensores do troféu, que passaram por cima e fecharam a parcial com 25 x 11.

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Apavorado, o Bauru teve que mudar a estratégia de jogo para o segundo período. Os jogadores foram mantidos pelo time paulista, mas a tática se modificou, com jogadas mais rápidas e ataque total. Com alguns reservas em quadra, o Flamengo perdeu em ritmo de jogo, mas conseguiu manter uma boa diferença no placar. Antes do intervalo, Benite chamou a responsabilidade e marcou cinco pontos seguidos, levando uma vantagem de 40 x 25 para o intervalo.

Separado por 20 minutos do título, o Fla não mostrou ansiedade no retorno para quadra, e procurou dominar a posse da bola para administrar a tranquilidade até então obtida. Mas quando a situação é favorável, os ventos ajudam. Com bolas de três de Marcelinho e Olivinha, e alguns pontos importantes de Marquinhos, o Flamengo conseguiu se distanciar ainda mais, deixando o jogo quase irreversível para o Bauru, que entrou no último quarto perdendo por 62 x 39.

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O que parecia fácil, foi transformado em momentos de tensão nos 10 minutos finais. Empurrado pela torcida, o time bauruense começou uma inesperada reação. Até então pouco acionado, Robert Day passou a arriscar e acertar tudo de trás da marca de três pontos, cortando a diferença para apenas 10 pontos, com três minutos no relógio. Os gritos de “eu acredito” se tornaram constantes nas arquibancadas, mas foram se esgotando com o passar do tempo. Sem sustos, o Flamengo se reencontrou, segurou o Bauru e fechou a partida em 77 x 67, faturando o caneco do NBB pela quarta vez, a terceira seguida. Autor de 19 pontos no jogo, Laprovittola ainda foi eleito o Melhor Jogador (MVP) dos playoffs.

O título colocou o Flamengo no topo da galeria de campeões do NBB, deixando para trás o Brasília, que tem três conquistas. O Rubro-Negro ainda tem um extinto Campeonato Brasileiro somado às glórias nacionais, além de outros cinco conquistados nos anos de 30, 40 e 50, estes não reconhecidos pela Confederação Brasileira de Basquete, pois eram organizados pela antiga Confederação Brasileira de Desportos. De uma forma ou de outra, a hegemonia do basquetebol brasileiro está na Gávea. E pelo andar da carruagem, deve seguir por muito tempo.

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