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    A arte de saber parar de jogar e os ex-jogadores em atividade

    Por em junho 25, 2015

    Festa igual a do Zico, o Bebeto não vai ter… eu estava no Maracanã na despedida do Galo e lembro da Magnética cantando a plenos pulmões toda a contrariedade com a, então, recente troca feita pelo atacante. Saiu do maior clube do mundo para o inominado da cruz de malta.

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    Leo Moura foi mais esperto! Talvez já conhecendo a história do Bebeto, esperou a festa para passar umas férias na Flórida e ligar para várias pessoas e então bater à porta de um dos clubes médios que, por proximidade geográfica, tentam rivalizar com o Flamengo (aquele mesmo inominado do Bebeto). Eis que até a boleirada brasileira se revolta contra a atitude impensada do antigo capitão da Gávea e, rendido ao óbvio, Moura desiste da ideia e pede exílio em Coritiba.

    E é na crítica dos ex-jogadores, que agora são comentaristas, como Belletti, Caio, Alex e o nosso Junior, que reside alguma esperança que a boleirada não esteja perdida no Brasil.

    leo-moura-coritiba1-e1435156990285Digo isso porque nos últimos dez anos, os jogadores brasileiros inventaram a figura do ex-atleta em atividade, sem a esperada indignação daqueles que vivem o mundo do futebol. Tivemos atletas fumantes, obesos, alcoólatras e desinteressados que, em vez de abandonar a carreira e curtir os milhões já amealhados, se puseram a procurar contratos caça-níquel e a manchar a, já arranhada, imagem do atleta brasileiro no exterior. Isso não é um fenômeno?

    Espero que, essa reação negativa à tentativa tresloucada do Léo Moura de faturar alguns trocados a mais, à custa da identificação que ele tem com a parte menos informada da Nação, seja um marco para que se pare de tratar o final de carreira de jogadores bem sucedidos como uma possibilidade de independência financeira. Esses já são independentes. Se são gananciosos; é outro problema!

    Queria muito que Leo Moura tivesse copiado a atitude de Xavi ao deixar o Barcelona e que Ronaldo, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e outros, tivessem copiado Zidane. Não quer mais? Para.

    Não é só isso, mas o 7×1 também passa por esse tipo de atitude.

    Em tempo: Bebeto não teve mesmo uma festa igual à do Zico.

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