NA WEB
    Google+

    Um Reencontro e o encontro do Guerrero com a Magnética

    Por em julho 19, 2015

    Quem acompanha minhas crônicas aqui, sabe que eu tenho descido a marreta na Torcida do Flamengo. Tenho sido intransigente com o que considero a falta de postura “Flamenga” durante os jogos. Nossa missão sempre foi colocar esse time no colo e fazê-lo jogar… Ontem quando cheguei ao estádio conheci um senhor. Seu Marcolino, 66, de Gramacho, Duque de Caxias, faltava uma hora para o jogo, começamos a bater papo. Primeiro ele falou que era a primeira vez que conhecia o novo Maracanã, e que havia ido meio que forçado, foi convencido pelo filho, que seria uma boa ir ao jogo, já que não pagaria a passagem, nem o ingresso.

    Logo, dito isso, ele começou a contar da sua primeira vez no Maracanã. Flamengo x Bangu, 1966, segundo ele (confirmei no Google) tomamos um vareio de 3×0. Disse ter ido embora chorando, de chinelos e short. A camisa acabou rasgada de ódio ao fim do jogo em um protesto que a torcida fazia. Sua segunda lembrança foi o gol do Deus da Raça, Rondinelli. Cara, Marcolino contando desse título, quase chegou as lágrimas, a emoção do “coroa” veio a flor da pele. Emocionante.

    capa_guerrero_flamengo_gremio_11 reencontro

    Posso dizer que ontem foi o dia do reencontro. Ontem, nada me incomodou na torcida. Não percebi nada que não fosse apoio, como nos velhos tempos, uma corrente, uma emoção a flor da pele. A Torcida empurrou a bola pro gol. A Torcida foi o pé do Marcelo no chute do gremista no segundo tempo. Foi eu, foi o Marcolino e os outros 50.000 presentes que estávamos lá jogando, pegando o time no colo.

    Mais importante do que um ídolo, é a comunhão da torcida com o time. Ontem aconteceu. Ontem vencemos! A grande jogada do Guerrero não foi com a bola no pé, começou antes mesmo da bola rolar, durante a semana as filas formadas nos postos de vendas mostravam que a “Magnética” queria voltar. Sim, o ídolo trouxe a torcida de volta, e esse foi o golaço do peruano. Que a competição tenha começado aqui para a Nação. Que nos próximos jogos a Torcida continue jogando junto, tenho certeza que se essa comunhão continuar até dezembro, teremos muitos motivos para sorrir.

    Ontem, acabou o Caô. Estivemos juntos como sempre, estivemos juntos como em 66,  como em 78, ganhando ou perdendo ali fazendo o nosso papel. Ah, e o seu Marcolino já se comprometeu em voltar, no próximo jogo, no mesmo lugar da arquibancada, afinal, ele trouxe sorte!

    Leave a Reply

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.