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    RAPIDINHA DO MENGÃO: Burrice 1 X 0 Talento

    Por em julho 30, 2015

    Imagina que você vai disputar uma pelada entre amigos. Você ganha no par ou ímpar e pode escolher primeiro. O que você faz? Escolhe um bom marcador ou alguém que decide lá na frente? Se escolheu o primeiro, desculpa, isso pra mim é o anti-futebol. Infelizmente, você pensa igual ao Cristóvão.

    Arthur Maia não é o craque incontestável, muito menos o camisa 10 que o Mengão merece. Nas poucas chances que teve, mostrou que tem habilidade e inteligência, mas alterna atuações boas e outras mais apagadas. Deixá-lo sair é virar as costas pro talento.

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    Num meio-campo lotado de volantes que não fazem muito além de roubar a bola e tocar pro lado, era um dos poucos de quem se podia esperar lampejos de criatividade. Um toque de calcanhar, um passe diferente. Bons marcadores temos aos montes. Aliás, o Brasil nunca produziu tantos volantes. Mas é claro, você pode pegar um jogador mediano e colocá-lo dia e noite pra treinar marcação, encurtar os espaços.

    Por outro lado, meias habilidosos, aqueles capazes de desmontar a defesa adversária com lance inusitado estão cada vez mais escassos. Mas a mesmice venceu. Arthur Maia foi embora sem ao menos ter uma sequência de jogos. E para quem como eu, esperava ver o Flamengo jogando com dois meias ofensivos, podem esperar cada vez mais volantes.

    Porra, Cristóvão!

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