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Flamengo e seus 3 volantes

Por em agosto 10, 2015

Passada mais uma rodada e saímos com mais uma derrota na conta. Estacionamos nos 20 pontos e o campeonato que vai se embolando cada vez mais, com vários empates, vai sendo desperdiçado pelo Flamengo. Só nos últimos dois jogos, foram 5 pontos jogados foras, pela janela, por vacilo próprio. O jogo do Santos, no Maracanã, terminou empatado, após abrirmos dois gols de vantagem. Já ontem, o time criou muito mais chances de gol, foram bolas na trave e gols perdidos (principalmente no primeiro tempo). Contudo, após mais um vacilo de bola parada, levamos o gol e o que se viu, foi um  bando em campo, após sair atrás do placar.

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O primeiro tempo da partida teve um predomínio rubro-negro, com boas chances de abrir o placar com Guerrero, Márcio Araújo e Sheik. Se não foi um primor de atuação, pelo menos mostrou um time com certa organização e criando chances. Eis que no intervalo, o técnico Cristovão resolve mexer na equipe e sacar Alan Patrick, que vinha tendo atuação razoável, e colocar Luís Antônio, que quase não vinha sendo aproveitado nos jogos.

Voltando ao esquema de três volantes, o time piorou e passou a sofrer mais sem criar chances, a não ser em lances esporádicos, principalmente através do lateral esquerdo Jorge. Depois de sofrer o gol, como sempre, o time se desorganizou demais e viu escorrer entre os dedos, a chance de ganhar 3 pontos, em uma partida teoricamente menos complicada.

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Acompanhando o futebol desde o início dos anos 80, já tenho bagagem suficiente para saber que teimosia de técnico, parece que faz parte do “pacote” de atribuição dos “professores”. Contudo,  quando se ouve uma entrevista coletiva, na qual o Cristovão diz que o time melhorou com a entrada de Luís Antônio e passou a criar mais chances de gol, é para se questionar o papel dele no Flamengo. Uma coisa é você tentar algo, dentro de suas convicções. Por exemplo, se ele falasse que colocou mais um volante para melhorar o lado direito da defesa do Flamengo, mas que deu errado, seria mais honesto do que bater o pé e insistir em contrariar o que todos vimos na partida. Inclusive, quando ele tomou o gol, a primeira coisa que ele fez foi desfazer o esquema de três volantes.

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E com isso, mais um ano passaremos o Brasileiro fazendo figuração e a maldita conta dos 45 pontos. Como estamos em ano de eleição, não sei se teremos um planejamento adequado para o ano que vem. Estamos no momento de definirmos o que queremos para 2016 e já traçarmos um plano, para que possamos efetivamente passar a disputar o Brasileiro com chances reais. Seria o momento de se avaliar o elenco, definir uma comissão técnica e “mapear” o mercado, atrás de futuras contratações, para que não passemos 2016 no limbo do Brasileiro mais uma vez.

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