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Flamengo: ‘O Médico e o Monstro’

Por em agosto 17, 2015

24 horas após a última derrota do Flamengo para o Palmeiras é que tive a vontade de escrever sobre o assunto. O Campeonato Brasileiro desse ano, apesar da pífia campanha do Rubro-Negro, vem se mostrando interessante ao longo de todo o primeiro turno. Alguns bons jogos, uma boa média de público presente aos estádios e uma novidade que parece ter agradado ao torcedor, que é o jogo disputado às 11:00. E foi justamente neste horário, que o Flamengo foi derrotado por 4×2, pelo time Palmeirense, jogando em São Paulo, na bonita Arena Palmeiras.

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A atuação do time foi digna do filme “O Médico e o Monstro”, já citado aqui neste espaço anteriormente. Parece que somos acometidos de uma dupla personalidade, que vem se tornando mortal a qualquer pretensão rubro negra no campeonato. Atacando, estamos nos tornando “O Médico”, contudo, no sistema defensivo estamos cada vez mais semelhantes ao “Monstro”. Iniciamos a partida levando um gol de bola parada, que é nosso calcanhar de Aquiles nos últimos jogos.

Como escanteio tornou-se pênalti para o adversário, vimos uma nova bola alçada na área se transformar em gol, com menos de cinco minutos de jogo. Depois, o que se viu foi uma boa atuação rubro negra, com total domínio das ações. Chegamos a ter mais de 70% de posse de bola e quase o triplo de arremates ao gol (apesar da transmissão PFC ter batido o pé e dito o tempo todo que a atuação Palmeirense era boa e que o jogo estava equilibrado). O primeiro tempo terminou com dois lances claros de pênalti não assinalados para o Flamengo (apesar da transmissão PFC ter brigado com a imagem e tentado convencer que não houve pênalti no lance de Guerrero).

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Com o segundo tempo, Cristovão resolveu ousar e lançou Ederson, no lugar do amarelado Jonas. O time jogou 12 minutos de um futebol dos sonhos. O time de casa não via a cor da bola e viramos com dois gols e ainda uma bola no travessão. Parecia que a versão “Médico” prevaleceria. Mas, como num passe de mágica, nossa defesa decidiu ativar o “modo hard” e acabamos sendo derrotados por 4×2. Talvez um dos placares mais mentirosos dos últimos tempos.

Espero que na próxima partida, possamos conhecer apenas a versão boa do time e que tenhamos um jogo mais tranquilo.

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A arbitragem é um capítulo à parte. O árbitro Igor Benevenuto não assinalou dois pênaltis claríssimos a favor dos cariocas, não deu amarelo para jogadas de mão e puxões de camisa contra o time do Palmeiras e no lance do primeiro gol, claramente a bola fez a curva por fora, sendo tiro de meta antes da jogada que originou o escanteio. Só lembrando que esse mesmo árbitro esteve envolvido em polêmica no ano passado, quando expulsou o Sheik (que atuava pelo Botafogo) no episódio em que o jogador saiu falando para as câmeras de televisão que a CBF era uma vergonha. Entra ano e sai ano e parece que a vergonha só aumenta.

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