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Flamengo subindo

Por em setembro 6, 2015

Chegamos a mais um Fla-flu. Esse jogo mítico contra uma agremiação que também mita, participando ano após ano de uma divisão de campeonato a qual não pertence. E não pertence com todos os méritos. Após seguidos desempenhos que se foram pífios em campo, foram também de uma competência soberana e inquestionável nos tapetões das varas (ui) de justiça, onde os atletas tricolores de terno e gravata souberam honrar seus diplomas harvardianos de forma única… Bem… Única talvez não seja o caso, já que o achincalhe das Regras do Jogo (mer$$$han) foi repetido à exaustão.

No momento a peleja vale tão somente ver quem fica na frente de quem (ui) na tabela. A bem médio prazo, é jogo importante para as aspirações ao G4 das duas instituições seculares. O que significa que se a gente ganhar ficaremos ainda mais próximos de figurar lá em riba, e se perdermos ou empatarmos, a ladainha inútil de “melhor do Rio” continuará sendo entoada como um Mantra e de joelhos (ui) pela burguesia do Laranjal. Mesmo porque, pasmem senhoras e senhores, o Melhor do Rio no momento é o Vasco. Campeão Carioca, Campeão Mundial das Oitavas de Final da Copa do Brasil, e com uma das campanhas mais regulares da história do futebol brasileiro na principal competição nacional.

torcida-flamengo-maracana

Do lado de lá, após 3 derrotas consecutivas que geram uma escorregada (ui) feia na tabela, o fluminense terá a volta de Fred, Ronaldinho Gaúcho e Wellington Silva. Foda-se.

Do lado de cá as três vitórias seguidas que nos credenciaram outra vez como um time-que-está-na-briga vão animando a Nação Rio, que compra ingressos aos montes como se não houvesse amanhã. Ou melhor dizendo, com a confiança de quem vê um amanhã não tão dourado quanto Os Smurfs e Os Vegetais prometeram, prometem, e prometerão mais ainda daqui até o fim do ano, mas pelo menos mais decente e minimamente combinado com algumas de nossas expectativas.

Ainda sem Guerrero e Ederson, continuamos acreditando no time que vai a campo. Alan PETrick mitando, Sheik tentando o tempo todo, ainda que ande errando mais que o esperado e nossa mais recente esperança de gols, Kayke, parecendo bem à vontade no jogo da última quarta contra o Avaí. E é claro, uma salva de palmas para a nossa defesa. Não tomamos um único gol de bola aérea no último jogo, e nem no penúltimo, e nem nunca. Já nem lembro mais o ano em que coisas assim ocorreram.

Oswaldo fechou o treino para a imprensa por duas horas e meia,  o que me dá uma certeza certa e uma incerta. Se por um lado eu confio que o posicionamento da zaga vem sendo acertado aos poucos, por outro eu fico cá pensando com meus botões e transfiro pra vocês minha dúvida. É impressão minha ou a gente nunca, com técnico algum, tem uma única jogada ensaiada de ataque que termine em algo útil?

Rumo à quarta vitória seguida. Rumo ao G4. Quatro da tarde no Maracanã.

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