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    Flamengo: das cinzas ao G4

    Por em setembro 11, 2015

    Admito que falhei! Depois de tanto tempo de Flamengo, reconheço que perdi as esperanças cedo demais. Depois da desclassificação para o Vasco, na Copa do Brasil, joguei a toalha e escrevi uma crônica chamada “Feliz 2016”, onde eu afirmei que o que restava ao Rubro-Negro era fechar o campeonato de forma digna e tentar se estruturar politicamente, planejando melhor o ano de 2016. Contudo, não contava com o renascimento do Mais Querido.

    Talvez tenhamos que pleitear um novo mascote, ao lado do Urubu. A fênix, o lendário pássaro da mitologia grega, que era capaz de renascer das próprias cinzas, talvez passasse a representar com mais precisão o Flamengo.

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    Mas, apesar do “mea culpa” vamos às explicações. A eliminação se deu de forma traumática, ao perdermos para o pior time do Brasil no momento, onde não conseguimos sequer uma vitória. Além disso, faltava o que mais caracteriza o Flamengo de nossos sonhos. A comunhão arquibancada-time e o brilho no olhar dos jogadores. Aquela vontade, que supre qualquer deficiência técnica e o desejo de querer a bola mais do que qualquer adversário.

    Ontem, extasiado como mais de 43 mil rubro negros no Maracanã, vi uma cena que vem se tornando cada vez mais rara nos dias de hoje. O jogo ainda estava em 1 x 0. Um lance comum e conseguimos um escanteio pelo lado esquerdo de ataque. A torcida começou a cantar, em uma só voz, a MESMA canção. O hino era entoado de forma tão alta, que fiquei sem acreditar. Não houve vaidades de torcidas, cantos diferentes e nenhuma picuinha. Apenas o hino em alto e bom som. O que aconteceu depois, foi o golpe definitivo no adversário. O chute de fora de área de Luiz Antônio, viajou a mais de 90 km/h e entrou no ângulo esquerdo do goleiro Fábio.

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    Admito que falhei! Prometo que daqui para a frente, nunca mais duvidarei da força do Manto. E mesmo agora, com apenas 1% de chance de título, passarei a pregar que o hepta é sim uma possibilidade real. Afinal, o que são “apenas” 13 pontos de diferença, diante da grandeza de um gigante que aprendeu ano após ano, a se reinventar e renascer mais forte?

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