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Quero o futebol do Rubro-Negro de volta

Não quero o Flamengo somente na capa da Forbes ou do Valor Econômico

Por em novembro 9, 2015

Não vou mentir para vocês… Nem o jogo eu assisti. Dei ao Flamengo a mesma importância que ele me deu durante o ano… Ou seja, caguei… Na verdade como não consigo ser 100% omisso, colei o ouvido na latinha durante meu deslocamento até a Terra de Noel para o  ensaio da minha querida Vila Isabel. Ao ouvir as vaias e xingamentos proferidos pela Nação, conclui, que esse foi o único jogo do ano que eu deveria ter ido. A Torcida do Flamengo se fez presente pela primeira vez. Infelizmente, precisou entrarmos de férias antecipadas para isso acontecer, mas, antes tarde do que nunca, até porque, 2016 tá aí batendo na porta e não podemos ter a mesma postura.

Quero que me entendam, não sou a favor de vaiar os jogadores durante os jogos, ou antes mesmo de começar. Mas, esse grupo merecia alguma “porrada” se a liderança não veio da Direção, coube a Torcida, que é quem paga a conta, a fazer essa cobrança.

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Para resumir o que penso de todo esse “auê” do chamado “Bonde da Stella”, vou resumir. Não sou contra a festinha dos jogadores, não sou hipócrita, se ganho R$ 200.00,00 / mês, sou jovem e reconhecido, meu dinheiro seria gasto de forma bem parecida, meninas e cerveja. Jogador de futebol, rapaziada… é igual a gente, de carne e osso, gosta de samba, mulher e cerveja. Na minha concepção o grande problema de todo ano do Flamengo não foram as festinhas no período da tarde, com os jogadores de folga. O problema mesmo é os jogadores terem folga! Trabalhar apenas três horas por dia com um salário desses e o resto do dia livre é deixar a cabeça do cara vazia, e cabeça vazia é oficina do Diabo.

Pô, Léo, mas, ninguém aguenta 08 horas de trabalho físico, treino tático… etc. Claro que não! Mas, o Departamento de Futebol tem que ocupar o dia do jogador. Os treinos físicos e táticos podem ser em apenas um período. Manhã ou tarde, mas, o restante do expediente tem que ser cumprido. Treinou ate às 11:00, parou, almoçou, e fica a disposição do clube, palestras motivacionais, VTs dos jogos dos adversários, vídeo game, sinuca… Qualquer coisa, menos deixar o cara com um salário desse de bobeira. E outra coisa faltou cobrança… Se eu fosse o Diretor de Futebol (ainda bem que não sou) ao perceber que o rendimento de algum atleta está caindo. E isso foi nítido em alguns casos, esse atleta teria uma “Atenção” especial, não é possível que com tanto avanço tecnológico a fisiologia não aponte a causa da queda de produção.

Vou dar o exemplo de como seria esse gestão, percebi durante os treinos, e jogos que o jogador “X” está rendendo abaixo do esperado, a fisiologia aponta a queda de rendimento. E no Rio de Janeiro não tem como não ligar isso a noitada, o que eu faria… Na parte da manhã o treino seria junto com os companheiros, normal, mas, na parte da tarde eu iria colocar um preparador físico ou técnico para tirar o couro dele, com a justificativa de ser um complemento necessário, já que os exames fisiológicos determinaram a queda. Meus camaradas, durante uma semana o cara aguentaria manter a vida paralela, atleta / noite, em 15 dias o corpo não iria aguentar e como quem banca ele é o salário, aposto, ele optaria por segurar um pouco, simplesmente por não aguentar o tranco, o corpo do cara vai pedir o sossego. É difícil isso? Sou louco? Cartas pra redação…

Enfim, para variar, o Flamengo precisou de uma crise para voltar a jogar bola, e isso, é o que não pode acontecer novamente ano que vêm. Não quero o Flamengo somente na capa da Forbes ou do Valor Econômico, quero o Flamengo Campeão do Mundo! E se para isso acontecer eu tiver que vaiar e xingar durante o jogo todo. Que na próxima rodada os xingamentos comecem no aquecimento! E que em 2016 a Torcida perca a paciência na Pré Temporada. Não adianta protestar depois que ficou de férias.

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