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Uma tarde-noite pra lá de curiosa no Maracanã

Por em novembro 9, 2015

Uma tarde-noite pra lá de curiosa no Maracanã. Eu bem que previ a parte… Bem… A parte mais previsível dos acontecimentos. Ganhamos bem, pra no final ficarmos todos com cara de babaca, mais uma vez, olhando para os muitos pontos perdidos esparramados pelo caminho.

O clima era curioso e que me lembre inédito. As organizadas programaram um protesto para essa partida e passaram o primeiro tempo sem bateria, sem música, sem bandeiras, sem festa. Claro que “deu ruim” em alguns momentos. Com o Flamengo saindo na frente, parte das pessoas achou que era hora de aplaudir, outra parte que o momento era para mais vaias. Daí com toda aquela finesse que habita as arquibancadas, teve gente debatendo racionalmente sua posição e alegando que a mãe do coleguinha que discordava era amiga do Bonde da Stella e essas coisas. Vi policiais levando alguns para esfriar a cabeça e debater a questão em lugar mais reservado.

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A pouca torcida presente ao Maraca, em sua maioria já começou a vaiar e cantar elogios pro Pará e pro Alan Patrick desde que suas belas fotos apareceram no telão. Mais o lateral. Um senhor ao meu lado observou que tal preferência era porque é difícil encaixar Alan Patrick na métrica musical de qualquer coisa. Eu não entendi muito o treco. Eh… O Pará não é fraco e erra cruzamento desde sempre? O povo só percebeu agora depois da suposta orgia ou as vaias foram entoadas pela Associação Cristã de Bons Costumes? Enfim… Como eu sou meio burro mesmo…

No segundo tempo o povo das organizadas se uniu. Talvez o momento de maior proveito dessa pelada que só interessava mesmo aos Desesperados da Colina. Os cânticos saíram fortes, encorpados. Precisam dar um jeito de unificar essa parte sonora para a próxima temporada. O treco ficou bem bonito. Sei lá como faz isso. Talvez combinar um roteiro de uns vinte minutos. Pode ser chamado de “Sequência de Emergência”. Quando tudo estiver bem em campo, cada uma canta o que quiser, quando ficar esquisito pro nosso lado, recorre-se ao roteiro. Sei lá. Mal consigo organizar as mesas e parágrafos aqui do Boteco. Só um toque e espero que não seja mal interpretado pelo povo mais radical.

A união e o retorno das baterias e bandeiras não significou o fim do protesto. Cada gol era recebido com gritos de “Time sem vergonha” e “Não fez mais que obrigação”. Fora a sessão sodomita da bagaça. Um a um os nomes de TODOS os jogadores eram entoados e convidados a praticar sodomia no modo passivo. Sobrou até para as Chapas Branca, Verde e Azul quando os nomes dos atletas se esgotaram. Sobrou pra todo mundo, mostrando que a faixa estendida com a inscrição INDIGNAÇÃO deve ser levada a sério.

Ih… Teve o jogo, né?  Ah… O nome que deram pra isso é BLOG DO TORCEDOR. Achei por bem dar destaque a única coisa que mudou na tarde de hoje. A outra mudança, ganhar um jogo enfim, além de vir em momento tardio, foi sobre um Goiás que anda muito mal das pernas. Daí nem dá pra julgar se a gente jogou bem mesmo ou se o descompromisso precoce, com cinco rodadas de antecedência, somado ao desespero do adversário, ajudaram a construir o placar elástico.

Taí… Mais um monte de dias para treinar até o próximo jogo. E ainda com um treino de luxo no Maracanã pra comemorar o aniversário. Tudo bem que os cartolas ainda vão se engalfinhar e cometer várias faltas de educação até o dia das eleições. Não se sabe quem vai e quem fica. Mas uma coisa já se sabe e precisa ser feita: botar logo a molecada da base pra atuar nesses jogos que faltam. No Santos os caras fazem umas cinco embaixadinhas e já passam pro time principal pra checar se são bons mesmo. Aqui a gente fica só no campo teórico e ouvindo: “tem um meia no sub-sei lá quanto que promete”, “esse moleque vai vingar”. A hora boa é essa. Sem pressões por vitória. Esperar pra que?

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