Alô, Flamengo! Vai trabalhar, vagabundo!

Voltei. Quando o Sorin, estrelinha global de merda que só é conhecido mesmo por tarados que frequentam jogos patéticos e insossos do Carioqueta, até mesmo aqueles realizados nos cafundós de Macaé por volta das onze e meia da noite de terça-feira, convidou-me para dividir a coluna aqui com ele, logo desconfiei se tratar de um golpe. Pensei: “Saporra aí só pode ser caô. O cara tá mascarado e com uma baita vontade de calçar um chinelinho Padrão Saraújo de Qualidade”.

Mas enfim… Como sou bem intencionado e estou no lucro mesmo, já que era pra estar morto e ressuscitei após uns passes espirituais precisos do Menino Deus Zico, topei. Nem desmortificado tem moleza nessa vida e precisa garantir o seu qualquer. Mesmo sabendo que o salário era zero, reza a lenda que o tal Editor Lindão aqui do pedaço, alcunha criada por ele próprio, o que significa muito, tem uns conchavos fortes no Hortifruti e passa o dia por lá entre sucos verdes, cervejas importadas e donas de casa mais carentes que o Jorge. Daí que a esperança de descolar uma boca livre (sem duplo sentido) sempre é alguma coisa.

fernandinho_treino_flamengo_ninho_12042016

Passei um tempo ausente “caudique” eu não estava muito pilhado de ser colunista. Queria mesmo era ser setorista e passar o dia inteiro pra lá e pra cá no clube, nos estádios, nos hotéis, aviões, orgias com prostitutas feias, e onde quer mais que nossos atletas fossem. Respirar Flamengo 24 horas por dia e ainda receber. Tentei em tudo quanto é canto e não consegui. Resultado… Vim bater aqui na porta do Falando de Flamengo de novo.

Com um reajuste de 66% no salário, o que dá aproximadamente um valor de R$ 0,00, mas com direito a frequentar concentração (filar almoço), bastidores da diretoria (quem sabe um empréstimo a juros?), pedir dinheiro pro Sheik, esmolar umas camisas suadas na saída de campo pra vender no mercado negro e, quem sabe, dar uns cascudos no Jorge pra ver se a desgraça pega no tranco, posso dizer que estou feliz por aqui.

Os bastidores mais undergrounds e “das interna”. Essa será a proposta do meu trabalho sério e calunioso por aqui. Ser humano meio vivo, meio morto, tenho ainda a vantagem de poder estar por ali e não ser percebido. Daí que até naquelas reuniões mais escabrosas em volta das Planilhas Excel, onde são decididas as vendas de mando de campo por 30 dinheiros eu vou ter acesso. Daquelas fuleiragens mais bizarras, onde nossos atletas comemoram as vitórias e as derrotas? Sim. Nós temos acesso. O que rolou naquele vestiário tenso após um tropeço patético contra o Quixeramobense do Pantanal? Passaporte total e exclusivo.

Sejam bem chegados, rubro-negros de todas as partes.

Do amigo,

Flázaro.

Flázaro. Rubro-negro, ressuscitado e colunista fictício do FDF.

Leave a Reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.