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O que fazer para salvar o ano do futebol do Flamengo

Por em julho 6, 2016

Chegamos à metade de 2016 e tenho a sensação, mais do que isso, a convicção de que estamos perdidos na gestão do futebol. Esqueçam a questão das cores azul, verde ou branca. Vamos falar de vermelho e preto, as únicas cores que nos interessam hoje e sempre.

Quero fazer uma reflexão do que tenho visto do lado de fora, assim como qualquer outro torcedor. Todos têm o direito de concordar ou discordar e apontar suas sugestões, se possível sem envolver ofensas e preferências políticas. Futebol não é uma ciência exata; gerir futebol é muito complexo e, muitas vezes, quando achamos que estamos fazendo tudo certo, dá tudo errado; jogadores, que pensávamos encaixar como uma luva, não performam e gastamos dinheiro e tempo. E pior, os resultados não aparecem.

ederson_gol_flamengo_internacional_2016

Não vou analisar nem julgar a montagem do elenco para 2016, se o atleta é bom ou ruim, pois parto do pressuposto que foi feita uma análise do elenco, suas carências e as contratações com base nos relatórios do departamento de excelência do futebol. Isso não quer dizer que concordei com todas as contratações, renovações de contratos e a não dispensa de alguns jogadores.

Também não resolve ficarmos lamentando o que já foi feito. Temos que pensar o que fazer daqui para frente, que é o que realmente importa, para salvarmos o 2016 (quem sabe uma vaga na Libertadores) e entrarmos 2017 com força total. Os responsáveis pelo futebol devem analisar os erros para estes não se repetirem no futuro e dar continuidade às ações que se mostraram acertadas.

guerrero_10_flamengo_fluminense_2016

Minha sugestão para o futebol na segunda parte de 2016 consiste em três frentes:

– contratações: não podemos mais contratar jogadores medianos, para compor elenco; desde janeiro, 14 novos jogadores chegaram ao Flamengo, alguns deles comprados por valores relevantes. Atualmente, a maioria está no banco ou pouco utilizada. Só com o salário dos não aproveitados, poderíamos ter trazido pelo menos 2 jogadores de alto nível. Estamos gastando com quantidade e não com qualidade. Não precisávamos mais de zagueiros; o Flamengo já foi campeão com zagueiros que nunca chegaram à seleção. Precisamos, sim, de um lateral esquerdo e, principalmente, de um meia-atacante e de um atacante de ponta – sugestões para o ataque: Tevez e Podolski, os dois juntos. Alguns dirão que é impossível; já tentamos? O “não” nós já temos. Para esse movimento, conseguimos dinheiro, tenho certeza! Repassando alguns jogadores, mesmo pagando parte do salário, fará com que tenhamos recursos para pagá-los. O Flamengo tem que ousar! Vamos “incendiar” o time e a torcida e mudarmos radicalmente o panorama atual.

Carlos-Tevez-Boca-Juniors

– dispensas: contamos, atualmente, com um elenco de 35 jogadores, sendo 7 recém promovidos da base. Podemos e devemos repassar alguns deles que não estão nos planos do treinador (sou a favor da efetivação do Zé Ricardo, apesar de não concordar com o seu time titular, por falta de opções no mercado brasileiro e que ele indique um auxiliar de sua confiança; não tem mais espaço para o Jaime ficar nesta função). Além de onerar a folha salarial (atualmente em torno de R$ 9 milhões mensais, uma das maiores do Brasil), eles sabem que não vão jogar, pouco se esforçam e ainda atrapalham o treinamento dos demais. Tenho certeza que a maioria se coloca em outros clubes, seja no Brasil, seja no exterior.

sheik_flamengo_sao_paulo_1_2016

– base: utilizar jogadores da base como complemento do elenco. Perdemos vários deles por não sabermos fazer a passagem base-profissional. Com Donatti, temos 5 zagueiros (6 contando Rafael Dumas, que disseram estar fora dos planos). O quinto será o Leo Duarte – qual a sua motivação sabendo que nunca vai jogar? Já se fala em trazer um atacante. E o Vizeu? Ambos vão acabar emprestados para um time do interior e nunca mais se ouvirá falar deles, pois a prioridade tem sido para os jogadores de fora. Outros que subiram já poderiam ter tido uma chance.
Como disse no início, pouco me importa quem está no comando do Clube. Meu único objetivo com este artigo é propor ações sobre o que podemos fazer para mudarmos a atual situação e retomarmos o caminho das vitórias e dos títulos. É só o que importa para todos nós!

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Wallim Vasconcellos – ex-VP de Futebol do Flamengo nas conquistas dos títulos da Copa do Brasil de 2013 e Campeonato Carioca de 2014

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