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    Doutrinação no Colorado e o Porco que usava Pó de Arroz

    Por em outubro 16, 2016

    Uaaaahhh… Bem, vou assumir  os trecos aqui  hoje. O Sorin tá por aí em alguma sarjeta da vida. Possivelmente  deprimido porque não teve grana pra ir até Porto Alegre, diante dos excessivos gastos de um ano só com jogo fora.

    O pré-jogo de  hoje é  um mamão com açúcar daqueles. Sendo rápido e rasteiro. Dadas as circunstâncias em que as equipes se encontram, pouco importa quem vai a campo… A não ser, é claro, que pro Inter também funcione aquela regra válida pros lados de cá, a tal “ex-jogador geralmente marca quando joga contra”, porque daí é só a gente meter lá um 4-3-3 com Juan, Damião e Réver no ataque e fazer a festa.

    Caso contrário, funciona assim, valendo lembrar que eu, Flázaro, não sou um mero palpiteiro de araque como o Sorin. Dada a minha condição de já ter morrido e voltado à vida após um passe do Deus Zico, sei de tudo. Então… Se a gente marca primeiro, é vitória certa, dado que o desespero do outro lado anda grande, de forma compreensível,  com esse apreço que o Inter firmou pelo Z4 na temporada. Inclusive, dados os últimos acontecimentos da semana  por lá, um gol do Flamengo pode muito bem ser o estopim de uma porradaria sem limites entre os atletas e aquela  gentil e compreensiva figura que tiveram a ideia de botar de técnico em meio a uma crise dessas. Pois bem… E se eles abrem o placar? Vos digo que aí será osso. Os caras vão se inspirar nos primeiros momentos zericardianos por aqui,  armar um 11-0-0 daqueles, botar a bola embaixo do braço que nem o Diego no final do Fla-Flu na quinta, e daí não  tem mais jogo. Será difícil até arrancar o empate. Então o jeito é sufocar e marcar logo no início. E esse é o pré-jogo.

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    Bem… Cumprida a missão dada pelo amigo Sorin, e que me foi repassada gentilmente aos gritos e pontapés  pelo  gentil PC, o editor do FDF, vou cá assistir um pouco de TV que é pra matar o tempo até cinco da tarde. Ver uns desenhos bem leves pra distrair. Fui…

    Nobre produções, de forma amedrontada apresenta…

    PIG, O PIGUINHO ATRAPALHADO

    Em uma fazenda distante, bem distante daqui, um porquinho muito Nobre era o Rei do pedaço… Ou pelo menos se achava. Vivia por lá, soberbo, liderando o terreno e se achando  um vencedor na vida. Contudo… Uma coisa andava incomodando o porquinho. Todo dia, ao tomar seu banho de sol, que vinha logo após o seu banho de lama, Piguinho sentia uma sombra atrapalhar seu momento. A sombra era insistente. Ia e voltava com uma persistência  irritante. Sem querer deixar claro  que  estava se sentindo  incomodado, o porquinho um dia  se deitou  usando óculos escuro.  Esperou, esperou, e…

    Era um Urubu… Era um Urubu… É um Urubu .

    O susto foi tamanho que  deu um oinc-oinc daqueles  e saiu correndo para dentro do celeiro.

    “Não  pode ser… Um Urubu … Outra vez?”

    O porquinho logo lembrou que  seu antecessor  por ali, havia perdido o emprego anos antes justamente por causa de um Urubu. Lá pelos idos de 2009, uma ave dessas rondou, rondou, observou, e em sucessivos escorregões do porco de outrora… Pá… Dominou a fazenda e se banqueteou, trazendo consigo uma horda festiva composta por milhões de outros Urubus.

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    Pensou em perguntar pra ele no dia seguinte porque andava rondando seu celeiro, seu chiqueiro, sua  fazenda, espalhando sombras por todos os lados. Achou que  isso seria demonstração de medo… Já que era mesmo. Então  pensou em se disfarçar…

    Arrumou uns panos velhos nas cores verde e vermelha, se enrolou neles, invadiu a Casa Grande da fazenda pela porta que era usada pelo velho cachorro local,  e empanturrou o focinho com um pó branco  que encontrou  no banheiro.

    Quando o Urubu apareceu, com a voz trêmula inquiriu:

    – Olá, Urubu. Perdeu algo por aqui?

    – Não. Quase não perco mais. Faz tempo. Só estou fazendo o meu trabalho – respondeu a ave.

    – E qual o seu trabalho?

    – Esse mesmo. Fazer minha parte e esperar. Assim como já fez nessa fazenda, algum  tempo atrás, um parente meu.

    – Mas isso não é certo. Isso é desonesto. Isso é roubo – irritado, nesse momento o porquinho começou a choramingar de raiva, com medo de estar  vendo a história  se repetir.

    – Desonesto? Roubo? O que é isso,  porquinho? Seu trabalho é  liderar a fazenda. O meu é só esse. Não estou interferindo em nada, só sobrevoando e esperando uma oportunidade. Apenas fazendo minha parte. E olha… Não se esconde atrás desse pó-de-arroz que não fica bem pra você. Faz o seu trabalho e não se preocupa com os outros. Sem choradeira. Sem achar a natureza injusta. O que  tiver de acontecer…Vai  acontecer. Foi assim alguns anos atrás.

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    O porquinho não dormiu naquela noite. Fantasmas do passado voltavam  a ameaçar. E o Urubu… O Urubu seguiu fazendo sua parte. Planando, vencendo,  esperando.

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