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    Dossiê Guerrero

    Por em outubro 24, 2016

    Defendido por alguns e criticado por outros, o desempenho do atacante peruano no Flamengo é consequência de inúmeros fatores, dentro das quatro linhas e extracampo, culpa dele ou de terceiros. Vamos esmiuçar as características dele, do time, e ate mesmo da negociação que o trouxe.

    CUSTO: O alto salario do camisa 9 aumenta muito a cobrança da torcida e imprensa sobre seu rendimento. A negociação simbolo de mudanças nas contas do clube colocou sobre ele um peso que não pode carregar, mesmo sendo ótimo jogador, não vale o que recebe.

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    EXPECTATIVA: Criou-se o mito de que Guerrero seria goleador, de 30 gols por ano, desempenho que nunca teve em toda carreira, e nitidamente o centroavante se cobra por não corresponder.

    TÁTICA: Livre para se movimentar e participativo na seleção peruana e no Corinthians, Guerrero claramente obedece ao esquema dos treinadores que passaram pelo Ninho do Urubu. Preso dentro da área entre os zagueiros, ele apareceu pouco durante muito jogos.

    TIME: Campeão mundial e brasileiro num time bastante organizado, o camisa 9 só experimentou isso no Flamengo recentemente, com a chegada de Zé Ricardo. Briga com os adversários, matando bola no peito e faz bem o pivô, e na hora de passar a bola complica. Nunca teve um parceiro de ataque decente, os pontas do elenco são irregulares. Diego, que chegou recentemente, é o único do grupo com qualidade para acompanhar o peruano nas tramas de ataque.

    TEMPERAMENTO: O excesso de cartões irrita a torcida, faz a imprensa comparar o numero de advertências com a quantidade de gols. Sofre muitas faltas que não são marcadas, porem, experiente que é, deveria ter frieza para lidar com a situação.

    PERSONALIDADE: Apesar de sorridente nos treinos, não é segredo que Guerrero é uma pessoa fechada, o que contrasta com o atual grupo do Flamengo, dos mais unidos dos últimos tempos no clube.

    GOLS PERDIDOS: Mesmo sem o histórico de artilharia, as claras chances de gol perdidas pelo atacante irritam a torcida, e a si mesmo. Vide a partida contra o São Paulo no Maracanã em 2015, onde precisou de 3 ótimas oportunidades para fazer o tento, e a comemorou desabafando e tirando o peso da consciência.

    MÁ VONTADE DA TORCIDA: Sejamos conscientes, a Nação adora queimar um gringo que passa pela Gávea. Erazo, por exemplo, bastou falhar na estreia para ser execrado, e depois ir bem no Grêmio e atualmente no Atlético-MG. Muito torcedor já marcou o camisa 9, e não importa o que ele faça, sempre ira criticar. Como se fosse condenado sem chance de redução de pena.

    Com o aumento de investimento para 2017, Libertadores e a possibilidade de reforçar bem o elenco, seria valido se desfazer de um jogador de tamanha qualidade técnica, ambientado ao clube e a cidade?

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