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Então, é Natal no Flamengo!

Uma diretoria fundamental para o futuro irritante no presente

Por em janeiro 10, 2017

Sabe aquele treco que a gente fala logo quando chega novembro e os primeiros vestígios de neve (???!!!) e do cara barbudo de casaco (???!!!) vermelho começam a aparecer? A gente olha conformado, pensa no pouquito mais de dívida que vai construir por conta das festas, e em algum momento comenta com um amigo ou parente: “Todo ano é a mesma coisa, né?”

Tudo bem que na hora das festas a gente até gosta e se esbalda de comer e beber, mas que quando começa o “mais do mesmo” dá certa preguiça. Lá isso dá.

Fora os feriados e festejos costumeiros do decorrer do ano, que dão a todos eles aquela carinha de repetição, a Nação Flamengo também vem vivendo alguns ciclos bem parecidos no decorrer das últimas temporadas. Ah… A Ala Azul Turquesa Radical pode guardar as pedras “caudiquê” eu não vou descer o malho “dicumforça” não.

Se por um lado parte da Nação anda arrancando as cuecas e calcinhas pela cabeça, achando tudo uma desgraça só, e proferindo aos quatro ventos que essa é a “pior administração dos últimos anos” (???!!!), por outro lado, a tal Ala descrita no parágrafo acima só vê coisas boas e olha com desdém e sarcasmo pra qualquer um que cometa a heresia de criticar qualquer atitude dos Smurfs.

Pelo lado Mega Hiper Positivo e que certamente deixará um legado para a futura História Flamenga sobre a Terra está… Justamente a administração. Resolvendo pendengas trabalhistas, quitando dívidas históricas, construindo uma infraestrutura irretocável para o trabalho dos atletas e da comissão técnica, pagando o povo em dia, devolvendo confiabilidade à marca Flamengo no mercado… E… (soar de trombetas) Agora até o Marketing funciona, um departamento que variava entre o inerte e o patético por longos e longos anos. Logo, não há motivos para reclamar tanto, afinal… Ahn? O que? Ah tá… Tem um carinha aqui do meu lado que usou um termo. Um instante… Não entendi direito. Falar sobre o que? Ah… FUTEBOL.

Ok… A balela do “a gente não ganha nada” não pode ser levada tanto ao pé da letra. Precisamos lembrar que já ficamos 17 anos sem faturar o Brasileirão e que tivemos um longo período ou de meiúca da tabela ou algo pior. O elenco não é dos piores. Tivemos um desempenho bastante interessante no Nacional do ano passado. Isso se levarmos em conta que o começo foi muito ruim, que o time teve que trocar de comando e botar o Zé Ricardo na fogueira, que (Incompetência Azul) não rolava o básico, que é um campo pra jogar bola, e outras coisas mais.

Daí quando a gente vê que ano após ano os principais reforços só chegam no meio da temporada (o Conca pode entrar nessa lista, dada a sua lesão), que a nossa zaga literalmente surgiu do limbo e do improvável no ano passado, que a eterna promessa de aproveitar melhor a base nunca é posta em prática, que a Smurfada, após a autocrítica de que ano passado foi ruim por que teve muita viagem, já ta falando de 66 jogos em Brasília, e que até uma simples partida inaugural no Carioqueta deve ser disputada em Natal… A gente só pode pegar e pensar seriamente em assinar embaixo da máxima repetida à exaustão nas redes sociais: “Esse caras não entendem nada de Futebol”.

Eu até entendo o lado psicológico-financeiro da coisa toda. Eu imagino a Smurfada chegando ao poder naquele ano lá, olhando os números do clube, aquela terra devastada e estéril, e pensando: “Saporra vai dar um trabalho monstruoso pra acertar”. Trabalho competente feito. Resolve daqui, resolve dali, capta recursos acolá, a Montanha Vermelha das Dívidas vai se desgastando. A Erosão Azul age de forma cirúrgica e isso deve viciar. A ansiedade pra resolver logo isso o quanto antes e trabalhar no positivo, motivo maior da eterna placa que vai adiando o tal “Ano Mágico” sempre para a próxima temporada. É o famoso tem dinheiro só que não tem.

Quer saber do que mais? Vou levar ao pé da letra a função “torcedor” e acreditar mais uma vez. Como já disse em outras oportunidades, um dia esse dinheiro vai ser tanto que o povo não vai conseguir errar nem tentando. Promete, diz que não é bem isso, contrata de forma discreta, vende o maior número de mandos de campo que der, reforça de verdade lá pro meio do ano, divulga uns boletins financeiros elogiosos ao trabalho bem feito, fala pra ter paciência e que no ano que vem tudo vai ser diferente. Quem quiser ficar puto é só ficar, a gente só não pode é dizer que ficou surpreso.

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