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    Vinicius Junior tem potencial, mas é preciso cautela

    Por em janeiro 20, 2017

    Como um aficionado pelas letras, gosto sempre de pesquisar e entender o sentido das palavras. E durante esses dias, uma das palavras que mais tenho ouvido e resolvi estudar um pouco mais a fundo é: POTENCIAL.

    Mas qual o motivo de tanto se ouvir sobre potencial? Com a Copa São Paulo de Júnior disputada em uma época de pré-temporada das equipes principais, todas as atenções são voltadas para os times das bases e os futuros profissionais.

    É justamente no torneio de base mais importante do país, que começam a despontar os “Potenciais” atletas dos profissionais. Assistindo a última partida do Flamengo na competição, estava acompanhando os comentários pelas redes sociais. A bipolaridade da torcida é impressionante. Não basta mudar de opinião de uma partida para outra. Agora a mudança é mais dinâmica: acerta um lance e o atleta é gênio, craque. Erra o lance seguinte e o mesmo não serve para jogar no clube. Curioso é saber que são as mesmas pessoas que crucificam o treinador Zé Ricardo, por não dar maiores chances aos jogadores recém promovidos da base. Ou seja, a paciência com esses atletas e os clamores pelas escalações, morreriam em uma primeira partida ruim. Como exemplo, já prevejo a cena do jovem Ronaldo entrando como titular no lugar do contestado Márcio Araújo e em uma eventual falha, sendo criticado como o mesmo.

    Voltando à definição da palavra Potencial, a mesma tem os seguintes significados: “possível, mas ainda não concretizado, virtual, em potência, em estado inacabado”. Além disso, vem do latim potens (“aquele que pode, potente”). Ou seja, temos que ter paciência com os nossos potenciais jogadores, as jóias que temos e teremos em mãos. Vi comentários ontem dizendo que Vinícius Júnior é “New Negueba” e afins. Menos, bem menos… Temos que ter em mente o potencial de cada um e saber fazer a transição de modo correto e cauteloso.

    Analisando esse comportamento do torcedor, fico imaginando se existissem redes sociais na época do lançamento de Zico no time profissional. O mesmo estreou no profissional no ano de 1971. Entretanto, foi se firmar apenas no ano de 1974. Imaginem as cornetas e os adjetivos lançados ao Maior Jogador da História do Flamengo.

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