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    Flamengo e Fluminense estarão juntos pelo Maracanã

    Clube da Gávea avisa que só jogará no estádio se o consórcio com o qual tem acordo for vencedor. Tricolor já acertou manutenção dos termos atuais com os dois grupos

    Por em janeiro 24, 2017

    O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e o vice do Fluminense, Cacá Cardoso, anunciaram na tarde desta terça-feira na sede da Federação de Futebol do Rio (Ferj) que já entraram em acordo com o consórcio liderado pela CSM para a gestão do Maracanã. Para o Fluminense, a questão principal é manter os termos do atual contrato, por isso o clube sempre foi contrário a uma nova licitação – algo praticamente descartado nesse momento – e poderia até mesmo entrar em acordo com a Lagardère. Agora, ambos já acertaram as condições para a operação do futebol no estádio se o consórcio liderado pela CSM (ao lado de GL Events e Amsterdam Arena) vencer a disputa.

    Há uma diferença de postura entre os dois clubes. O Fluminense também aceita manter seu acordo no modelo atual se a Lagardère assumir o Maracanã. Já o Flamengo reafirma que não atuará no estádio se a empresa francesa vencer, ao lado da BWA, a briga pela gestão do estádio.

    – O contrato do Fluminense permanece em vigor, válido e será respeitado. Ele beneficia o clube, é vantajoso, obviamente se houver excessos o Fluminense senta pra negociar com um parceiro, a futura concessionária, pra ajustar determinados detalhes. Mas o Fluminense fará com que ele seja respeitado como sempre foi. São duas pretendentes e o Fluminense bate muito firme nesse ponto, de respeito ao contrato, que é juridicamente válido, e fará de tudo para que ele seja mantido – disse Cardoso.

    Bandeira confirmou o acerto e reforçou que, no caso de vitória do consórcio rival, o clube não atuará no Maracanã:

    – O Flamengo tem acordo com um dos consórcios que estão se habilitando. Se for vencedor, já temos um entendimento, o Fluminense também, e vamos firmar contrato. O Flamengo vai ter essa posição que chamo de protagonista, mas podem chamar do jeito que quiserem.  Se o vencedor for o outro consórcio, o Flamengo vai ter que partir para outra solução, não vai jogar no Maracanã. O Fluminense neste caso tem também um entendimento firmado com o consórcio e vai mandar seus jogos no Maracanã da forma que for melhor para ele.

    Durante meses em 2016, o governo tentou achar um “comprador” para que a concessão seja repassada sem necessidade de uma nova licitação. Apesar de a licitação atual ser alvo de uma ação do Ministério Público, o governo considera que começar um novo processo do zero levaria meses e acarretaria inevitavelmente uma guerra jurídica com a Odebrecht, que pediu a rescisão contratual se baseando em alterações no contrato feitas pelo governo.

    – A questão do Maracanã foi discutida, existe uma preocupação geral, acho que estamos próximos de um desfecho, tudo indica que a concessionária e o governo estão partindo para a solução final, espero que seja a melhor possível pro Flamengo, para os torcedores e contribuintes do estado. O Flamengo aproveitou para externar sua posição de que, se participar do consórcio que será o futuro concessionário, não haverá restrição para clube nenhum jogar. O Maracanã é um estádio público, entendemos isso, pertence ao povo, o Flamengo pretende ser apenas participante do consórcio e não vai impedir acesso a qualquer clube, seleção, quem quer que queira jogar no Maracanã, como sempre aconteceu – disse Bandeira.

    Sobre as obras no estádio da Portuguesa, na Ilha do Governador, o presidente rubro-negro se mostrou animado:

    – A Ilha está caminhando de vento em popa. Provavelmente vamos inaugurar na segunda quinzena de fevereiro. O Maracanã é uma expectativa grande, estamos torcendo para um desfecho positivo, mas não podemos garantir, pois não depende da gente.

    GE

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