Triplex Top Ten

1 – 2017: O ano começou ontem, dia 28, no jogo contra o Boavista. Sim, jogos à vera me causam muto mais interesse do que amistosos em que ninguém é louco de meter a canela (ainda mais no início da temperada). Sobre a real estreia, foram 2 tempos distintos. Um com um time enferrujado e torto, que foi agraciado com a contusão (ou canseira) do Adryan. Já no segundo, Mancuello jogou muito mais (a assistência dele pro gol do Trauco foi “one of those”), e a mexida que fez parte da torcida parar pra pensar acabou com o jogo (sempre tem um do contra, mas vi muitos quase xingando o professor ao colocar o Rodinei pra jogo). Guerrero fez o que esperamos dele, com boa movimentação, e com garçons de verdade, ele vai meter gol toda hora. Mas, acalmem-se: tem muito pra fazer, tem muito o que melhorar. Simples assim.

2 – A venda de Jorge: Serei direto na minha opinião. Achei esta negociação, no mínimo, precipitada. Por mais que 30 milhões (ou seja lá quantos milhões forem), eu penso que a posição de lateral esquerdo está sofrendo de uma escassez imensa. Tirando Marcelo, quem existe no mercado com potencial de chegar à Seleção e se firmar? No meu entender, Jorge tem potencial para ser um novo Leonardo (talvez melhor), e poderia, sim, ser vendido mais tarde e por mais dinheiro. É um “se”, claro. Mas pensem bem: se o Jorge for bem no Mônaco, fatalmente os clubes mais ricos vão chegar com tudo. Ao Flamengo, restarão 5% de alguma coisa, quando poderia ser o valor total. Ah, mais uma coisa: eu cago e ando se essa negociação foi a 4ª ou a 23ª melhor dos últimos anos no país. Eu me preocupo com o Flamengo, e não com o que os outros clubes arrumam.

3 – Trauco: Ser titular de uma seleção dos nossos vizinhos nem sempre é segurança de que pode dar certo. Mas o torcedor se alimenta de uma fé interminável, e jura para os amigos que “pô, vi uns lances maneiros dele no youtube”. Trauco mandou muito bem na parte ofensiva. Acertar mais de 2 cruzamentos em um mesmo jogo não é algo que faça parte do nosso cotidiano. E ele acertou. E fez gol. E driblou… legal né? Sim. Mas, na parte defensiva. deixou a desejar. O que é natural, pois na quinta ele era reserva, no sábado foi escalado. Não se entrosa uma defesa na concentração, foram erros de “deixa que eu deixo”, de posicionamento. Perfeitamente solucionáveis.

4 – Diego: Esse é o dono do time. Faz o time jogar, olha pro gol e vai, não gosta do enrolator tabajara. E, mais importante do que ser o craque do time, é ser o líder. Ontem, primeiro jogo da temporada (logo após um dos “repórteres” de campo gralharem que ele estava cansado), lá estava ele dando um carrinho, quase fim do jogo. Típico lance em que o craque diria um “não vou nessa, tá 4×1 já”. Ele é um exemplo pro elenco. Só falta, no meu entender, largar a humildade em gol e pegar a 10.

5 – Elenco: O jogo de ontem mostrou que podemos, sim, ter esperança para este ano. Por mais que tenha sido um jogo contra o Boavista, não é qualquer time deste país com um Diego, Guerrero, Rômulo, Muralha, Trauco, entre outros. Mas, lembro, os 5 jogadores citados são de seleção. Podem ser convocados a qualquer sinalização de amistoso e/ou jogo de eliminatórias. E, o pior, juntos. Por isso, é imperativo que os azuis não parem. E aproveito para dizer que não acho nosso elenco tão inferior a nenhum dos nossos principais adversários. Cabe lembrar que perdemos poucas peças, o esqueleto do time titular continuou praticamente todo.

6 – Como (não) torcer: Fiquei um bom tempo longe do twitter, mas sempre recebia umas retuitadas em grupos de whatsapp. E me impressionou muito como uma características que sempre existiu SÓ piorou. O famoso “sou mais Flamengo do que você”. Vejam o caso do amistoso contra o Serra. A dois dias da estreia no Carioca, arrumaram um jogo treino, de manhã, em algum campo por aí, e a torcida ficou toda putinha por causa do resultado. Eu concordo que não dá pra engolir um 2×1 para o famoso e poderoso Serra. Mas não concordo em exigir que um elenco com menos de um mês de preparação voasse baixo, que metesse o pé em divididas, que corresse como se fosse a bola um prato de comida. Ok, pronto. Agora, enche o saco essa aporrinhação de que A tem que torcer igual a B, que deve ser igual a C. Parem com essa babaquice. Sério, não concordou comigo, sinta-se à vontade para discutir, etc. Estamos aí. Mas se vier de xilique, vai aqui meu conselho: escreve uma carta para o Coelho da Páscoa, vai que ele te manda um torcedor que aceita tudo que você fala.

7 – Zé Ricardo: Sinceridade pura: ao ver o Rodinei junto com o Pará, levei alguns minutos para desenhar mentalmente o que o professor queria. Não entendi, eu não acompanho coletivos, não frequento o dia-a-dia do clube pra saber. Deu muito certo, apesar do Rodinei, em alguns lances, parecer um jogador de pelada. O que não diminui de forma alguma o resultado. Ele mandou benzaço, e acertou um cruzamento perfeito (mais um no jogo) pro Guerrero. Mas eu ainda me preocupo com algumas insistências do Zé Ricardo, em especial você-sabe-quem. Por outro lado, o time é seguro, sabe que tem um comandante ali na beira do campo, tanto que mesmo nos momentos máximos de perrengue, o time não perde a calma. Professor ainda tem muito o que melhorar, e eu acredito nele para 2017.

8 – Maracanã: Claro que eu gostaria de ter o Maracanã sob nossa administração. Mas não é tão simples, não é tão barato, não é tão nada. Em um ano como esse, com Libertadores, Carioca, Brasileirão, CB e a Primeira Liga, ter uma casa pra chamar de nossa ajudaria muito. Desde que, como sempre friso, com ingressos viáveis e com mais “Mengoooooo” e menos musiquinhas modernas. Precisamos voltar às nossas raízes, o MEEENGOOOO sempre assustou (acreditem, 32 anos morando em Curitiba, e um unanimidade entre os torcedores daqui que já foram ao Maracanã: esse grito, esse mantra, era assustador, colocava medo).

9 – Guerrero: Não gosta dele, implica com ele? Tá bom, vou trazer o Dimba de volta, tá bom? Deixem o gringo jogar, parem de encher os bagaróides do cara.

10 – Você, torcedor: Fé, esperança, amor. São características mais que inerentes. São necessárias para quem cumpre a missão de ser Flamengo. Sei que os últimos anos foram chatos, mas há muito tempo não vejo o Flamengo tão equilibrado dentro e fora de campo. Um clube centrado, que comete erros, mas que nos dá esperança de anos melhores. Nosso papel é o de sempre: torcer, torcer, torcer. Somos o maior patrimônio  do clube, somos o combustível, somos o motor que empurra o clube. Por mais fanfa que seja, eu achei o AeroFla do caralho. Daqui de Curitiba, recebia os vídeos e chorava de emoção pelo que vocês fazem. E, como eu disse, os torcedores adversários alucinam, pois não entendem de onde tiramos essa fé, essa força, essa marra. Ser Flamengo é para quem pode, para quem quer ser feliz. E não podemos desistir.

@alextriplex é Flamengo. Simples assim. Nem mais, nem menos. Apenas Flamengo.

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