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    Alô, #FlaTT!

    Por em janeiro 30, 2017

    Nada com o bom debate sobre a última rodada do campeonato, seja numa mesa de bar, na fila do ponto de ônibus ou na padaria pela manhã. A grande questão é que as redes sociais sempre existiram, e hoje nosso buteco é virtual. Bastou pegar o cafezinho e acessar as redes para iniciar aquele papo despretensioso, a zueira com o adversário, ouvir a opinião do outro. E tudo isso é muito saudável. E até nos permite ampliar e aprofundar no debate.

    Tudo isso seria muito interessante se junto a esta facilidade da aglomeração de pessoas tivéssemos também a cordialidade que os relacionamentos pessoais exigem.

    Mas a verdade é que as redes sociais tornaram-se janelas para agressividade e frustrações. Imagino nas relações pessoais como deve se portar o sujeito que nas redes somente se dirige aos demais com grosserias e xingamentos?

    E o que mais me espanta é que em sua maioria este sujeito encontra uma oportunidade de expressar seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, e ao receber aplausos de seus seguidores, ele se sente com o discurso endossado. Seria assim no caso de uma roda de conversa pessoal?

    As redes sociais abriram uma janela que há alguns anos era impossível pensar. Nunca foi tão fácil aglutinar pessoas com foco em uma causa. Bem como se aplica no caso em que se quer denegrir um sujeito, uma causa, uma instituição…

    Com o torcedor a coisa fica mais forte, já que falamos de paixão num universo plural. E aí mora o perigo. Lemos diariamente barbaridades, ofensas, leviandades, até mesmo prática de crimes contra a honra (calúnias, injúrias e difamações – que já renderam processos judiciais), ataques orquestrados direcionados a pessoas seja ela quem for: jornalistas, atletas, dirigentes e até mesmo o torcedor que diverge da opinião do coleguinha.

    E da mesma forma como acontecia quando não existiam redes sociais, você não vale os seu diploma ou nem mesmo a sua trajetória. O que importa é quem e quantos gostam de você. A partir disso você encontra uma legião de pessoas que irão concordar com sua opinião – em muitas das vezes, para entrar na onda -, do que de fato por concordar com a opinião emitida.

    É preciso saber lidar com as opiniões que concordamos, mas, sobretudo, com as quais não concordamos, e sair dessa bolha do fato de que encontrar pessoas que validem o que você pensa, tornem suas opiniões verdades absolutas. Não são. E isso não faz de ninguém melhor ou pior!

    Fazer críticas ao seu time é legitimo ao torcedor. Identificar-se ou criticar o futebol de um ou outro atleta é direito de cada um. Eu posso ser paciente à estratégia do meu clube que preza por sanear dívidas, e pensa em títulos a longo prazo, mas não é por isso que eu vou chamar pra briga virtual o colega que considera títulos a importância número um.

    Isso não faz de ninguém mais ou menos torcedor. É preciso parar de se enganar que ao ofender o outro que diverge da sua opinião, fará de você mais torcedor porque você está alinhado com o que pensa o dirigente X ou Y.

    A discussão será muito mais prazerosa e renderá mais frutos, quando o respeito for a base do diálogo. Não que isso te faça mais ou menos torcedor… mas tenha certeza, que você será um torcedor mais respeitado. Isso será!

    Ao meu ver esse discurso de ódio nas redes sociais é algo que deveria ser acompanhado de perto. É preciso ter limites claros do que é liberdade de expressão, que não deve ser atingido, ao que se torna uma ameaça e aí sim precisa receber imediatamente atenção especial.

    Tenho esperança, de que não os mais ou menos torcedores, mas que todos os de bom senso, poderão expor suas opiniões, estejam ela de acordo ou não com as minhas, e que ainda assim possamos ter um bom papo de bar. Se preferir, pode pagar o cafezinho com pão na chapa, será muito bem vindo!

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