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    Flamengo sem modo Estadual

    Por em fevereiro 2, 2017

    Flamengo muito animado e animador.

    E não só pelo resultado com placar elástico diante do todo poderoso Macaé, já que (puxão de orelha nos cornetas) os resultados contra os nanic… (epa)… Contra os Times de menor Expressão do Campeonato Estadual de Futebol Masculino Profissional não querem dizer exatamente muita coisa, ASSIM COMO AMISTOSOS E JOGOS-TREINO CONTRA VILA NOVA E SERRA MACAENSE TAMBÉM NÃO. Porém, o fato do time não ter ativado o Modo Estadual Modorrento nessas primeiras duas partidas é revelador de um trabalho muito sério sendo feito.

    Aliás, nem sei se é benevolência minha, mas também achei que tanto Macaé quanto Boavista, apesar das limitações técnicas naturais, tiveram um bom desempenho de ânimo, igualmente abdicando de ativar o Modo Sono do FFerjão mesmo após a vaca ter ido para o brejo de forma irremediável. Parabéns.

    O nível de envolvimento foi tanto que o pau comeu solto nesta simulação de Libertadores feita entre Flamengo e Argentina Genérica, que até veste roupa e bate igual, mas não joga tanto assim. O que nos trouxe mais uma boa surpresa. Apesar da intensidade e animosidade da peleja, e mesmo levando em conta que o Guerrero reclama até quando bate, conseguiu ficar em campo sem ser expulso e, diga-se de passagem, até mesmo o cartão amarelo que levou foi injusto, já que o impedimento no lance em que foi punido foi marcado de forma errônea. E mesmo que sua posição fosse ilegal, após o passe que o Everton (foi ele, né?) deu, sem clubismo nenhum, seria atitude natural que o bandeirinha ignorasse esse tipo de coisa pelo bem do futebol arte.

    Destaque Ultra Mega Positivo para a diretoria do Flamengo e sua aula de diplomacia e relações internacionais. Explico.  Ficou claro e evidente na temporada de 2016 que o Zé Ricardo, sabe-se lá porque, sofre de um nível elevado de Xenofobia Trumpiana. Como esse é um assunto delicado e ele não pode fazer como o presidente americano e dar umas canetadas proibindo imigrantes refugiados de outros clubes, nem tão pouco construir um outro muro em volta do CT para barrar a gringalhada, tinha em seu poder o exílio dos caras no banco de reservas ou muitas vezes nem relacionando. Vendo isso, a Smurfada que não é lá muito boba quando o assunto não é pura e exclusivamente futebol, teve a ideia genial: “E se a gente comprasse gringo pacarái? Nível tráfico de mão-de-obra estrangeira? Daí ele não vai ter como não escalar”. Dito e feito, e Mancuello anda sorrindo de orelha a orelha, exibindo um futebol vistoso e colaborativo como há muito não se via no nosso ataque.

    O time todo de parabéns. Mesmo para o constrangido Muralha, que após a partida tratou de defender o dele e dar uma afagada no ego do técnico. Veio com um blábláblá de que em jogos assim complica um pouco para o goleiro, que a atenção tem que ser redobrada, que todos compraram as idéias do Zé Ricardo e coisa e tal. Natural. Todo mundo que já deu aquela boa enrolada no trampo porque não tinha nada pra fazer, sabe que pesa um pouco na consciência quando o coleguinha da mesa ao lado tá se lascando de trabalhar (o que vale pra você, dando essa passada no Boteco durante o expediente). Fato é que o malandrão assistiu ao jogo do gramado, não pagou ingresso (se bobear foi alguma ação ST do nosso, enfim com letras maiúsculas, Departamento de Marketing), e reza a lenda que nem precisou tomar banho quando chegou em casa. Partiu direto para o abraço com a nossa gloriosa Tayrine Seifert, outra que também bate um bolão.

    Agora pra lacrar e praticamente garantir classificação para a semifinal da Taça Guanabara, é atropelar no sábado o Nova Iguaçu, que soma dois míseros pontos na tabela de classificação e ainda assim está melhor que o Botafogo, que pelo jeito resolveu priorizar a eliminação da Taça GB em favor da luta para chegar à paradisíaca Fase de Grupos da Libertadores. Um tanto quanto arriscado, já que pode acabar tendo que pular o Carnaval sem nenhuma das duas competições.

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