Flamengo como tem que ser

E o Flamengo atropelou mais uma vez. Ainda que a corrente mais pessimista e choramingosa da torcida continue com a ladainha eterna, repetindo à exaustão o Mantra “o Carioqueta não serve como parâmetro… O Carioqueta não serve como parâmetro… O Carioqueta não serve como parâmetro”, podemos até usar o raciocínio próprio deles para rebater essa chatice com a mesma força do chute do Mancuello.

Ok… O Ferjão #201SETE não é exatamente disputado pelas potências do Planeta Bola. É claro que o caminhão de gols e os passeios nos três jogos inaugurais (vitórias em sequencia que não acontecem desde 2011) não são exatamente nosso passaporte para Dubai no final da temporada. Porém, se não serve para medir nada, porque esse mesmo povo mimimizento decretou o nosso fim próximo e rebaixamento inevitável após os péssimos resultados contra Vila Nova e Serra Macaense?

É uma questão simples. Tanto os dois amistosos como essas três partidas realmente não são medida certa de que já estamos vivendo o tal Ano Mágico prometido (todo ano) pela Aldeia Smurf. Os dois primeiros jogos valem menos ainda. Como medir algo se o time inteiro é substituído no intervalo? Já no Carioqueta, que vale mais pro Eurico que pro resto da humanidade, mas fraco ou não é uma competição oficial, a situação é uma só: tem que entrar contra a nanicada e dar baile. Se, e já passamos por isso em dezenas de edições do regional, o time começa a ter dificuldades graves de bater os Tigres e Boavistas que encontra pelo caminho, daí sim o treco serve como medida importante e é bom ligar logo o alerta vermelho.

Teoricamente na quarta próxima deveríamos ter um teste bem interessante. Porém, apesar de ainda assim ser um confronto mais complicado que esses três do Estadual, Renato Gaúcho já sinalizou que o Grêmio irá com reservas para Brasília (será que teremos Léo Moura em campo?). Aliás, é um procedimento bem comum das equipes na Primeira Joga Quem Quer Liga, o que leva a questionar pra que exatamente criaram essa porra e quanto tempo ela há de durar. O povo paga de rebelde, briga com as federações, com a CBF, com todo mundo… Faz a competição existir… Pra depois ficar tratando como uma aporrinhação e colocando reservas em campo. Coisas do futebol brasileiro.

Sobre o passeio de sábado em Bangu, nem há muito que dizer. A gringalhada tá fazendo bonito demais e derrubando de vez o muro que… (essa piadinha foi censurada pela Polícia do Pensamento da #FlaTT). O Adryan e o Gabriel, apesar de uns lances bem interessantes do primeiro, com destaque para o passe magistral pro Trauco no gol inaugural, continuam meio com aquele jeito Adryan e Gabriel de ser, mais pose e postura de craque que futebol. Saraújo, para desespero das redes sociais, jogou bem mais uma vez. A zaga quase não teve trabalho e o Muralha dessa vez só precisou tomar banho porque indo jogar em Moça Bonita, até quem fica no banco termina com aproximadamente um litro de suor derramado. O Réver até ficou com pena do nosso goleiro, que tava por ali sem ter o que fazer, e deu um susto no cara recuando uma bola de peito e quase marcando um golaço contra.

Hmmm… Tem alguma coisa pra reclamar? Deixa ver… Ah… Tem sim. Apesar de ser muito bonita a iniciativa da Smurfada e da Comissão Técnica de dizer em claro e bom som um “NÃO AO TRABALHO INFANTIL”, acredito que a nossa molecada da base, que anda mais cansada que a torcida de ouvir todo ano as falsas promessas de que serão aproveitados e testados no início da temporada, deve ficar babando de vontade de jogar um Carioqueta junto com o time principal. Só acho. Tá com cara de que vai ficar pro ano que vem.

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