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    O Flamengo na Primeira Liga

    Por em fevereiro 7, 2017

    Ainda que eu já tenha explicitado tanto aqui quanto na versão audiovisual no YouTube o meu ligeiro desânimo com os rumos tomados pela Primeira Liga, há que se manter certo profissionalismo nessa espelunca de Boteco e fazer a “cobertura” (bloguinho se achando) da mesma.

    E o fato é que ela chegou… Bem, na verdade a bola já está rolando desde o dia 24 de janeiro, mas como somos tendenciosos e completamente não imparciais, nossa soberba há de considerar que a festa de verdade só começa mesmo quando o Flamengo entra em campo.

    Meu receio com os tais rumos são plenamente justificáveis. Quando ela nasceu, recheada de tretas mil entre os clubes participantes e suas federações, em especial (é claro) com a FERJ, todos viam nela um oásis em meio ao deserto estéril de emoções que são os campeonatos estaduais. Um torneio rápido, com um regulamento enxuto, com mata-mata e disputado pelos grandes clubes, o que daria uma acordada nos torcedores em geral, que costumam ficar aturando o marasmo dos confrontos contra os Clubes de Menor Investimento em seus estados no início da temporada.

    Muito bom pra ser verdade… Agora a gente já sabe que o mundo paradisíaco prometido não será bem assim, e que a vida não será feita só, por exemplo, de Mineirão lotado com clássico entre Cruzeiro e Galo com mais de 40 mil presentes, como ocorrido na última quarta. Com a saída das duas principais equipes de Curitiba, a chegada de muitos clubes de porte médio e (pelo menos teoricamente, baseado em uma reunião que ocorreu em setembro de 2016), as chegadas em 2018 de Luverdense, Atlético-GO, Tupi e sabe-se lá mais quem, a Liga não vira exatamente um Carioqueta, mas perde bastante do seu brilho e aparente proposta original.

    Mas enfim… Bora lá.

    Nosso grupo tem o Grêmio vivendo o seu Ano Mágico particular, no qual disputa a Libertadores e vê seu arqui-rival chafurdar no pântano lodoso da Série B. Beleza? Jogão? Era pra ser… Mas Renato Gaúcho sinalizou que irá com reservas (outro hábito comum das equipes e que depõe contra as esperanças de um futuro promissor para a competição) para o jogo que será disputado em Brasília. Além da equipe de Porto Alegre, temos o América-MG  após campanha desastrosa no Brasileirão de 2016, o que gerou um rebaixamento oficializado com várias e várias rodadas de antecedência, e o Ceará, que fez campanha modorrenta na Segundona na temporada anterior e terminou na meiúca da tabela.

    E a bola já até rolou no nosso grupo. América e Ceará se enfrentaram em janeiro ficando em um zero a zero um tanto quanto significativo. Em 90 minutos, só quatro arremates ao gol levaram algum tipo de perigo à meta adversária. Os goleiros trabalharam menos que o Muralha até o presente  momento no Ferjão #201SETE.

    Uma vitória contra os reservas do Grêmio nessa quarta (provavelmente com Léo Moura em campo) já vai nos colocar em uma situação confortável em termos de classificação para a próxima fase. Aliás, apesar da fase de grupos terminar toda até o começo de março, as quartas de final e o restante estão espalhadas de forma bem espaçosa do final de agosto até o dia 8 de outubro, dia da Final da competição. Isso ocorre por conta da utilização das datas FIFA para o andamento da Primeira Liga, uma medida que busca fugir do confronto de compromissos com todas as outras competições. Diplomaticamente é uma bola dentro, já que evita mais tretas com a CBF e as Federações. Desportivamente a gente fica aqui torcendo para que os clubes da Série A (7 dos 16, se não me engano) avancem todos para a fase do mata-mata. Quem sabe assim não acaba dando liga?

    De qualquer forma… Vamos botar fé em novos rumos.

    #JuntosPelaPrimeiraLiga

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