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    Quem é a Carabao, nova patrocinadora do Flamengo

    Empresa de energéticos da Tailândia também é parceira do Chelsea

    Por em fevereiro 22, 2017

    O anúncio do patrocínio de até R$ 190 milhões em seis anos ao Flamengo pela marca de energéticos tailandesa Carabao, despertou interesse em relação ao perfil da empresa. Criada em 2002, a Carabao nasceu no mesmo país onde Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull, descobriu a substância taurina, em 1984, após uma viagem à região. O componente tornou-se a principal base dos energéticos.

    O nome, uma homenagem ao cantor de folk Aed Carabao, também significa búfalo em tailandês e remete ao símbolo de força e energia. A empresa iniciou seu processo de internacionalização em 2004 e fechou o ano de 2015 com um faturamento de US$ 225 milhões sendo dona de 17% do mercado de energéticos da Tailândia. Por lá, os principais consumidores da bebida são trabalhadores de setores com alto nível de esforço físico como operários de minas e confecções.

    A principal plataforma de marketing da Carabao é o patrocínio ao futebol. A empresa detém o título de sponsor da English Football League e é parceira do Chelsea no fornecimento de uniformes em um contrato avaliado em US$ 12,2 milhões ao ano. A empresa também patrocina o time inglês Reading FC em um contrato de  US$ 37 milhões anuais.

    No caso do Flamengo, a marca será exposta nas mangas do uniforme do time e renderá R$ 15 milhões ao clube. A partir de 2018 e até 2022, a Carabao terá a cota máster, atualmente da Caixa, e passará a pagar R$ 35 milhões anuais. Na internet, os torcedores do Rubro-Negro carioca chegaram a fazer um trocadilho com o nome do novo patrocinador pedindo “um cara bom” para jogar no time.

    O investimento no patrocínio ao Flamengo será a principal estratégia para a entrada da marca no Brasil que criou uma conta no Facebook em 30 de dezembro, mesmo dia em que assinou com o time. No Brasil a Carabao se depara com um mercado em que a Red Bull lidera em participação com 43%, seguida por Ambev, 10%; Coca-Cola, 10%; Grupo Petropólis, 8%; Globalbev,  5%; Monster, 4% e outros,  20%, segundo a Mintel. No Brasil, existem mais de cem marcas de energéticos.

    MM

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