NA WEB
    Google+

    The Unit

    Por em fevereiro 28, 2017

    Por @alextriplex

    Baseada em (mais) um livro sobre unidades secretas do exército americano, a série The Unit apresentava um grupo de elite que – claro – só era enviado para resolver chave de cadeia. E não era assalto de banco nem sequestrador. Era uma parada meio Jack Bauer, só que com um grupo.

    Ao mesmo tempo, encontramos na palavra “unidade” , entre tantos, o significado Ação coletiva orientada para um mesmo fim; coesão, união.

    Pesos e medidas para falar deste Flamengo de 2017, que – no meu entender – já dava amostras dessa união no fim de 2016. Mesmo chegando em terceiro, mesmo fraquejando em momentos cruciais na reta final, eu não enxergava um elenco quebrado, com vaidades ou vontades próprias maiores que o bem comum.

    Um dos exemplos ficou nítido no sábado. Pênalti pro Flamengo. Nada de Pará pegando a bola com o “eu que bato”, tampouco centroavante e meia discutindo quem faria o gol. Alguém pegou a bola, deu na mão do Diego, e assunto encerrado. Isso com Guerrero, Arão, Romulo, Everton, Mancuello, todos batedores de pênalti assumidos.

    Uma das qualidades fundamentais para formar um campeão é o grupo fechado. Lembremos de 2009, que só houve isso depois de uma famosa reunião de vestiário, e subimos pra só parar com a mão na taça.

    Tal qual o seriado citado lá em cima, todo grupo, por mais unido que seja, precisa de um líder. O cara que manda, o cara que executa, mas que também se joga na fogueira se for preciso. E o Flamengo tem esse(s) cara(s): Diego e Réver.

    Para encurtar o assunto zagueiro, ele é o único que mexe no cabelo do Diego – mesmo que após isso tome um esporro público. Só por isso já sabemos que é melhor não mexer com ele.

    Diego é um assunto que merece mais linhas. Se fizermos uma enquete com qual palavra traduz a melhor qualidade dele, e usarmos “comprometimento”, “qualidade”, “garra”, “talento” e “fodástico”, vai dar empate técnico. Para desespero dos que acreditavam que ele vinha “para tentar se reerguer” (em algum momento ele esteve no limbo?).

    O Flamengo não deu sorte ao trazê-lo de volta. Era um sonho antigo da diretoria, demorou, mas finalmente o cara veio. E ele sempre foi assim. Nos tempos do Santos, mesmo moleque ainda, víamos Robinho dando pedaladas e firulas (não que isso o depreciasse), e ele com o nariz apontado pro gol, quase que dizendo um “é pra lá que eu vou”. Um meia clássico, daqueles que qualquer treinador gostaria de ter.

    Então ele vem pro Flamengo. E, em um jogo que não vale nada, eu o vejo dando carrinho, na lateral da nossa defesa, aos 40 do segundo tempo. Se isso é jogar para a galera, que ele faça isso para todo sempre.

    Temos um time. Temos uma zaga. Temos um camisa 10, mesmo que com a 35. E temos atitude, muito bem lembrada pelo Caçador de Marajás no facebook. A atitude fará a diferença em 2017. Já fez contra as bigodudas, que se divertiam com um “tabu” (oh, meu Deus). A Libertadores vem aí, e agora vamos ver se esse elenco já se separou dos meninos para se comportar como homens.

    E Diego, meus parabéns, feliz aniversário. Que Zico te preserve assim, enquanto vestir o Manto.

    E nada mais digo.

    Leave a Reply

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.