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Zico 64 – Ora direis ouvir estrelas…

Por em março 3, 2017

E lá se foram sessenta e quatro anos… É, Arthur, o tempo voa. O tempo apronta, o tempo surpreende, o tempo dá, o tempo tira, o tempo cura, enfim o Senhor da Razão.

O que dizer de um cara que soube, inapelavelmente, tirar proveito de cada milésimo de segundo que o tempo lhe deu (e ainda dá)? De um cara que nasceu predestinado a ser eterno? Que não apenas sobreviveu às intempéries que a vida lhe impôs, mas fez delas a mais deliciosa das ofertas do seu dom recebido.

Nasceu sem o perfil físico de um atleta, porém seu dom já gritava dentro dele como borboletas em casulos que se rompem na Primavera.

Brigou, procurou em cada mínimo raiozinho de sol que para ele brilhasse, a sua chance de mostrar a que veio.

E para quem é predestinado, tudo converge e se realiza.

E lá em Quintino nasceu Arthur… transformou-se em ZICO!

Dizer que esse cara foi meramente um jogador de futebol apenas, é como blasfemar.

Arthur Coimbra não foi. Ele é e será eternamente o ídolo máximo de uma Nação imensurável cuja paixão por ele jamais se extinguirá.

Não se idolatra um ídolo pelo que ele não conquistou, o que aliás, eu desconheço… mas sim pelo que ele fez, pelo que ele doou de si, pelo que ele ensinou, pelas alegrias que nos proporcionou e, principalmente, pela humildade e simplicidade com as quais percorreu todo o seu caminho no Mais Querido.

Nem cabe aqui falarmos de inveja, recalque e coisas afins, porque uma estrela de primeira grandeza tem tanto brilho que nada ultrapassa.

O nosso orgulho eterno é saber que Arthur/Zico sempre foi nosso patrocinador de inenarráveis e mirabolantes partidas em cujos 90 minutos o céu era o nosso limite.

Não cito nomes, outros, porque nosso ídolo é ímpar, não tendo portanto termos (Ou rivais,como queiram) para compará-lo.

Neste três de Março (e em todos os outros que virão) só podemos agradecer ao nosso ídolo máximo, nosso ícone maior, por um dia ele ter nascido e ter entregue sua vida, seus pés, seus gols, seu exemplo de idoneidade moral, respeito e ética a nossa paixão Rubro-Negra.

Sim, nada importa sem o Flamengo, porém importa muito que dentro dessa Paixão, por onde passaram exímios jogadores, que tenhamos tido a sorte máxima de ter Zico, o melhor dos melhores.

Agradecer é muito pouco, reconhecer e honrar seu nome é dever de todos da nossa Nação.

A você Arthur, que tanto nos fez vibrar, chorar, gritar e saborear docemente o tanto de maestria nesses pés abençoados. Que compartilhou com gerações e gerações desse teu dom especial e único, o nosso mais profundo desejo de toda felicidade e reconhecimento, saúde e cumplicidade ,amor e desprendimento.

Parabéns Arthur, eternamente Zico!!! Ora direis ouvir estrelas…

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