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    Flamengo enfim “mata” o jogo e goleia, mas alguns conceitos ainda precisam evoluir

    Por em março 9, 2017
    flamengo

    Uma das maiores críticas ao Flamengo de Zé Ricardo é que o time toca, toca e não infiltra. Tem a bola, domina o jogo, mas não consegue “matar” a partida com gols. A crítica se tornou grande no fim de 2016 e Zé procurou desenvolver maior repertório ofensivo dentro de conceitos atuais. Dessa vez o Flamengo “matou” o jogo, mesmo com algumas dificuldades na parte da construção e finalização, em especial no primeiro tempo.

    Saída de 3 além de volantes

    No Brasil, foi convencionou de que para fazer a tal saída de 3 é necessariamente feita pelo recuo do 1° volante entre os zagueiros. O Flamengo de Zé Ricardo subverte um pouco isso e utiliza do conceito da saída de 3 de maneira ampla: quaisquer três jogadores podem fazer a tal saída. Diante do San Lorenzo, o Flamengo recuava Willian Arão em qualquer posição e, então, fazia a tal saída com Réver e Rafael Vaz.

    Além disso, por toda ação ofensiva, o Flamengo, passou a ter um lateral que centraliza na saída de bola, na construção ofensiva (como a imagem abaixo) e também procura o meio perto do gol adversário, como no gol de Trauco no segundo tempo. Esse movimento era feito por Jorge e aqui é usado para ter mais um jogador por dentro, capaz de bagunçar a defesa do San Lorenzo.

    Golear não significa que está tudo certo…

    O Flamengo abriu o placar, fez dois gols de bola parada e resolveu o jogo. Mas mostrou muitos problemas. Defensivamente, o time não é tão intenso como muitas equipes pelo mundo (inclusive as do Brasil!). Um exemplo é  “perde-pressiona”: lento e pouco intenso, o Flamengo permitia com que o San Lorenzo saísse muitas vezes do campo defensivo sem muito esforço. No caso da imagem abaixo, Berrío só foi pressionar após muitos segundos de o adversário ter dominado a bola. E repare como os demais jogadores sequer aproximam da bola!

    Já em ação defensiva, em raros momentos, Éverton e Diego acompanhavam até o fim da jogada adversária. Devido a isso, os volantes do Flamengo tinham que se movimentar lateralmente para cobrir o lado e, com isso, abria o espaço no outro lado do campo. Com esse espaço aberto, algum jogador do Mengão tinha que sair de sua posição e ir cobrir o espaço e, então, abria outro espaço. Era o típico efeito do “cobertor curto”.

    Um 4×0 chama a atenção, e ainda mais quando é de um time que estava sendo criticado devido a sua baixa conversão de gols diante das oportunidades criadas. O Flamengo criou oportunidades, quase todas no segundo tempo. Mas, vendo friamente, talvez a equipe não jogou tão bem e alguns conceitos, como todos do sistema defensivo, precisam de evolução. Situações que devem ser levadas em consideração na alegria e na tristeza.

    ESCREVEU CAIO GONDO @CaioGondo

    GE

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