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    Acaba logo, Estadual

    Por em março 27, 2017

    Quando eu disse no texto da semana passada que aguardava ansiosamente pelo dia 12 de abril, data em que o Mais Querido volta a atuar pela Libertadores, não foi à toa. Afinal, a cada ano, a cada turno, a cada rodada e a cada jogo o Estadual se mostra menos atrativo técnica e financeiramente, tanto para os clubes, quanto para a torcida. Ou seja, ele só continua sendo bom é para a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), que nada faz para melhorar o produto, mesmo levando mais dinheiro que os clubes, jogo após jogo.

    Ilustrando o que eu disse acima, tivemos na última quinta-feira (23), às 21h45min, no Engenhão, um Botafogo e Fluminense para apenas 6.255 pagantes, gerando uma renda de R$ 105.610, e uma despesa de R$ 475.576,25.

    estadual

    Trocando em miúdos, cada clube teve que tirar do bolso a bagatela de R$ 184.913,12, o maior prejuízo do Estadual 2017 até o momento.

    Ao final da quarta rodada, o único confronto válido pela Taça Rio que não teve saldo negativo para os clubes foi o empate (2 a 2), deste domingo (26), entre Flamengo e Vasco. Isso porque, as duas equipes receberam uma cota fixa para disputar o clássico no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que contou com um público de pouco mais de 28 mil pessoas.

    Nesse processo de degradação do Cariocão, a falta do Maracanã tem papel fundamental, na minha opinião. Fosse o Clássico dos Milhões disputado lá, certamente, teríamos mais que os 28 mil presentes na Capital Federal. Mas, com o preço cobrado pela concessionária que administra o estádio e com as taxas aplicadas pela federação local, por incrível que pareça, fica mais barato jogar em Brasília, ou em qualquer outro lugar.

    Infelizmente, enquanto esse for o cenário: Maracanã administrado por empresas que pensam em tudo menos no futebol e uma FERJ passiva, cujo principal objetivo é recolher a sacolinha, fica difícil enxergar uma luz no fim do túnel.

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