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    Entre a cruz e a espada

    Por em abril 12, 2017
    márcio araújo

    @alextriplex: torço do meu jeito . E se alguém vier (ou tentar) ensinar a torcer, eu provavelmente mandarei essa pessoa que quer me ensinar a torcer tomar em algum lugar aí.

    Para chegar no ponto nevrálgico do jogo de amanhã, relembrarei uma decisão de Copa do Brasil, entre nosso vice e o Coritiba. À época, o time paranaense vinha atropelando geral, jogando muita bola, e chegou à decisão da CB contra as bigodudas. Amargou uma derrota lá na pocilga, e voltou pra casa dependendo de uma vitória simples. E então o professor Marcelo de Oliveira resolveu mexer no que estava certo.

    O Coxa jogava com praticamente 4 meias, um esquema altamente ofensivo (vide um 6×0 nos porcos), e, no dia da decisão, Marcelo resolveu tirar um meia pra escalar um volante. De forma resumida e prática, chamou o vasco pro jogo, ao invés de abafar, de sufocar. Matemática futebolística simples.

    Ao ver a escalação do Flamengo, “até” consigo entender a intenção do Zé Ricardo. Ele sabe que a defesa atleticana é muito forte (Thiago Heleno e Paulo André), além de bem protegida. Está na cara que o Autuori vai se proteger bem – não jogar pra empatar – para segurar os 15 minutos iniciais. E depois vai soltar o time, pois tem alguns moleques da base que entendem do riscado.

    E antes de lerem as linhas abaixo, entendam: não estou defendendo o Márcio.

    Cuellar, Ronaldo? Sim, why not? Mas vejamos, e aí eu peço que sejam sinceros: Cuellar jogou pra cacete alguma vez esse ano? Ronaldo tem cancha pra aguentar um jogo de Libertadores contra um time que é muito cascudo? Vale a pela jogar o moleque numa parada dessas assim, sob a possibilidade da torcida crucificá-lo por um erro (e todos sabem que a nossa torcida FAZ ISSO SIM)?

    Então, o Zé olha pro elenco e vê o Márcio. 145% de acerto de passes laterais de 2 metros, amigo da rapaziada, jogador de grupo. É complicado. É a cruz ou a espada. E o Zé vai de Márcio.

    Li alguns detonando a opção pelo Gabriel. Para mim, parece simples. Ele quer alguém que jogue aberto e encoste no Guerrero, além do Diego. Quer alguém que use menos o músculo cerebral e mais os das pernas. Pra encarar uma possível retranca, tem que abrir o jogo, fazer triangulação, o diabo que for. Se não, vai ser um festival de cruzamento pro Guerrero brigar sozinho com os zagueiros atleticanos, e o risco de nos tornarmos óbvios e previsíveis é muito grande.

    Com o que temos, não achei uma grande merda a escalação. É o que temos. E, cá pra nós, se Cuellar não se criou no Carioca, podemos exigir que ele encare a Libertadores? Sim, eu sei. Sobra o Márcio. Então é melhor entrar com 11 com cara de um a menos do que, efetivamente, entrar com 10 em campo.

    Hoje temos que lembrar de uma única coisa: 3 pontos são fundamentais. Terminar o turno na liderança. Se for de meio a zero, foda-se. Eu quero os 3 pontos. E nós seremos o combustível dessa vitória.

    E Flamengo, um pedido pessoal: na quinta, eu quero buscar minha filha na escola com o Manto. E encontrar os pais atleticanos que azucrinam minhas idéias com um cínico sorriso de canto de boca.

    Pode ser?

    E nada mais digo.

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