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    Zé Ricardo volta com Gabriel ou escala Everton na ponta direita?

    Por em maio 3, 2017

    O Flamengo pode decidir sua vida na Libertadores nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Maracanã, contra a Católica. Uma vitória aliada a um tropeço do San Lorenzo diante do Atlético-PR, em Curitiba, dão a vaga ao Rubro-Negro. Após decisão intensa contra o Fluminense no último domingo – o Fla venceu por 1 a 0 -, Zé Ricardo, em conjunto com a comissão técnica, optou por priorizar o descanso aos seus atletas entre segunda e terça-feira em treinos mais leves e não testou nenhuma formação nesta semana.

    O sistema deve ser o mesmo do Fla-Flu, e a dúvida fica por conta do ponta direita: Everton (com Trauco na esquerda) ou Gabriel?

    Confira as duas opções de Zé Ricardo abaixo e uma terceira menos provável.

    Gabriel na ponta direita e Mancu mais recuado

    Se Gabriel voltar na vaga de Berrío, suspenso, o Flamengo terá o mesmo time que atuou na maior parte da vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense – Mancuello substituiu Rômulo aos 17 minutos da etapa inicial. Longe de ter que atuar como um camisa 10 e bem mais próximo do que fez na Argentina, Mancu foi bem no Fla-Flu. É menos combativo que Rômulo, porém muito mais ofensivo e com alto poder de finalização – na final, chegou duas vezes com perigo. O volante piauiense, aliás, nem é opção, pois não se recuperou da leve entorse no joelho direito.

    Na semifinal do Carioca, contra o Botafogo (2×1), o Flamengo iniciou no 4-1-4-1 (4-3-3 ou 4-5-1 atacando), com Márcio Araújo à frente dos zagueiros, e Everton, Rômulo, Arão e Gabriel alinhados. A exemplo do ocorrido no Fla-Flu, o time jogou muito bem e não deu chances ao adversário.

    O baiano não foi bem ofensivamente na derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, partida na qual Zé utilizou o mesmo esquema do triunfo sobre o Alvinegro – Everton não jogou, e Trauco ficou pela esquerda. Gabriel tocou muito para o lado e para trás, evitando jogadas mais ousadas.

    zé ricardo

    Com Trauco na ponta e Renê na lateral, Everton pode reeditar entrosamento com Pará

    É bom destacar: no sistema de Zé Ricardo que fez do Flamengo candidato ao título brasileiro, os pontas trocavam de lado. Mas se o técnico optar por Trauco na frente, Everton será inevitavelmente ponta-direita e dificilmente se revezará com o peruano. O gringo foi meia nos dois jogos contra o Atlético-PR, duelos em que Renê ocupou a lateral esquerda. No Rio, ficou mais centralizado, e Diego, no sacrifício, virou atacante. Em Curitiba, atuou aberto.

    Curiosamente Trauco só foi meia ou ponta quando Everton não jogou. No primeiro duelo com o Furacão, o 22 ficou fora por conta de pancada na coxa sofrida contra o Vasco. Já em Curitiba foi ausência em função do pisão que levou no tornozelo esquerdo do botafoguense Fernandes.

    Na direita e de pé trocado, Everton poderia reviver o entrosamento que tem com Pará, seu amigo pessoal e a quem dá liberdade para ultrapassagens quando atuam pela mesma faixa de campo. Um gol que exemplifica bem este entendimento é o primeiro da vitória por 3 a 1, marcado por Diego, sobre a Chapecoense no Brasileiro do ano passado.

    Cuéllar de volta ao time após mais de um mês?

    Por Mancuello não ser um jogador de marcação, Zé Ricardo ainda teria à disposição a possibilidade de recolocar Cuéllar na equipe principal, algo que não faz desde o empate por 1 a 1 com o Volta Redonda, em 29 de março, quando levou a campo um time integralmente reserva.

    Mancuello ou Gabriel teriam liberdade para flutuar entre funções que já fizeram no Flamengo: de armador ou ponta-direita. Tal opção é improvável em função de o colombiano Cuéllar estar sem ritmo de jogo e pelo fato de a partida pedir um time mais agressivo.

    GE

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