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    Hegemonia do Flamengo

    Por em maio 23, 2017

    A palavra é hegemonia. Não adianta disfarçar, aliás, nós nunca disfarçamos, o que o legítimo rubro-negro quer é ganhar tudo, sempre! Tem genérico que quer ganhar título por fax 30 anos depois, nós não; queremos volta olímpica, faixa, estádio lotado, adversário de série A na final, pôster no jornal e ouvir o “boa noite” do Bonner com a imagem congelada do nosso capitão erguendo a taça!

    Há pouco tempo, nosso vice, não o Vasco, o Mauricio Gomes de Mattos, declarou que em pouco tempo, o Flamengo será comparável ao Real Madrid, ao Bayern, por exemplo. Por que esses clubes foram citados? Porque são hegemônicos. Disputam como favoritos todos os torneios, estão sempre montando elencos estelares e possuem planejamento de longo prazo.

    Você acha mesmo que os merengues estão loucos em pagar uma pequena fortuna pelo Vinicius Junior? Eles estão garimpando pelo mundo as estrelas que manterão o legado hegemônico pelos próximos 20 anos. É planejamento estratégico. Perder Neymar para o Barcelona causou traumas, e posso dizer com certeza que a negociação fracassada pelo craque santista ajudou a valorizar o preço do Vinicius.

    Mas, e o Flamengo? Como fazer para alcançar a hegemonia? Primeiro temos que reconhecer nossos limites. Afiliados à FFERJ, CBF e Conmebol, não dá para levar a sério a ideia de competir com os gigantes europeus. A incompetência dos parceiros limita. Mas dá para levar adiante o projeto local. Sejamos hegemônicos no nosso terreiro.

    Começamos bem, tendo a maior torcida do mundo. Até mesmo os mais críticos do futebol-contabilidade sabem que o jogo de hoje está regido pelas regras do capitalismo selvagem. É preciso dinheiro para montar grandes elencos. E, com uma torcida desse tamanho, fica muito mais fácil multiplicar receitas.

    Mas não basta dinheiro, é preciso poder de sedução! Não a toa, todo craque brasileiro que desponta sonha em jogar no Real Madrid ou no Barcelona. Eles venderam bem a ideia de que são os maiores. Não raros são os casos de contratações de jogadores por valres inferiores aos oferecidos por clubes de milionários da Inglaterra ou mesmo da China. É preciso encantar, e novamente, ser o clube de maior torcida ajuda o Flamengo na tarefa. Quem nunca? Neymar, Pelé, Romário…todos eles já se derreteram pela Magnética. É, definitivamente, o ápice da carreira para um jogador no futebol brasileiro.

    Tendo dinheiro e poder de atração, falta usar isso para montar elencos campeões. O próprio Real já deu com burros n’agua com muitos galáticos (alguns brasileiros sem compromisso). Contratar sem critério pode comprometer o planejamento (não sei porque, mas estou lembrando de uns gringos caríssimos que estão no Ninho do Urubu agora). Não pode sair por aí fazendo papel de bobo no mercado.

    No final, tem que conquistar! Time hegemônico é o que conquista títulos. Ponto! Todo o resto é apenas o caminho para as conquistas. A parte matemática está feita, precisamos agora do gênio criativo que irá transformar isso tudo em títulos e glórias. Isso é o que vira história!

    Muitos tinham as peças, somente Steve Jobs fez a Apple. Quem será o Jobs da Gávea?

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