Flamengo encara Dragão pela vaga nas quartas da CB

O Boteco do Flamengo resolveu hoje armar o divã e botar o dedo na ferida. Ler o título desse texto ainda fere, uma semana após a nossa eliminação precoce no torneio. Mas é isso mesmo. Apesar dos mimimis de alguns que ficam infantilmente na vibe do “melhor nem se classificar de novo”, caso tudo corra bem na Copa do Brasil, faltam 7 (eu disse 7?) jogos para chegar lá outra vez via atalho. E ainda temos o Brasileirão e a Sul-Americana como caminhos alternativos.

Para o terceiro jogo do ano contra o Atlético-GO, um festival de desfalques. Ainda bem que não tem Cartola FC na Copa do Brasil, pois não dá mesmo pra cravar qual time o Zé Ricardo mandará para essa batalha decisiva. Na parte da frente tá faltando Gabriel, Éverton e Berrío. Guerrero volta após a fadiga muscular que o tirou do confronto de sábado, mas… E as outras vagas? Pode ser Matheus Sávio, Vizeu (improvável), talvez Vinícius Jr, e até mesmo Rodinei, que tem feito excelentes entradas na segunda etapa atuando mais avançado, não pode ser descartado como uma das opções.

Do lado de lá… Do lado de lá… O Dragão anda completamente perdido nesse início de temporada pós-regionais. Atropelado por Coritiba e Flamengo nas duas primeiras rodadas do Brasileirão, e dando pinta de que vai brigar com o Vasco e alguns outros (momento provocação) no engalfinhamento pelos 45 pontos pra se livrar do rebaixamento, o time do técnico Marcelo Cabo muda três peças em relação ao jogo do último sábado. Dois jogadores porque não estão inscritos (André Castro e Walter) e um por opção (Eduardo). Entram Jonathan, Luiz Fernando e Júnior Viçosa. Esse último deve tornar o ataque mais leve (não resisti).

Deve haver um grande dilema na cabeça do técnico deles. Se no jogo do Brasileirão o esquema “10-1-0 pra ver o que acontece” foi por água abaixo, repetir o mesmo hoje pensando em levar a decisão para os pênaltis pode ser fatal. Qualquer gol nosso obrigaria o Atlético a realizar uma mais que improvável virada para conseguir a classificação. Mesmo com todos os desfalques do lado de cá, querer segurar o Flamengo por 90 minutos é meio suicida… Eh… Mais ou menos o que a gente tentou fazer no segundo tempo contra o San Lorenzo (dedo na ferida outra vez).

Não deve mudar muito o cenário. Paciência para furar a retranca, marcar o primeiro e abrir a porteira. Pelo menos é o que se espera.

Sem mimimi e arrastar de correntes. De todos os cenários possíveis para o resto da temporada, o título mais próximo e o caminho mais curto para a Liberta no momento é o de hoje. Faltam sete jogos.

Isso aqui é Flamengo.

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