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    Tá na mão do treineiro

    Por em junho 6, 2017
    zé ricardo

    Em 1970 ninguém apostaria que Zagallo montaria um time com 3 camisas 10 e dois atacantes, porém, Gerson, Jairzinho, Rivelino, Tostão e Pelé, mostraram para o mundo que futebol é para quem sabe jogar.

    Com a proteção apenas de Clodoaldo e ocupando espaços, a Seleção Canarinho fez sua maior exibição em uma Copa do Mundo em um time inesquecível até hoje.

    Em 1982, Telê Santana assombrou o mundo com uma seleção altamente ofensiva, com Cerezo, Falcão, Sócrates, Eder, Zico e Serginho.

    Encantamos o mundo, contudo não levamos o caneco e ali iniciou-se o fim do futebol brasileiro.

    O Flamengo de 2017 participa de uma nova era do futebol, onde a força física e ocupação de espaços são primordiais aos times, que muitas vezes fazem a opção por jogadores mais fortes fisicamente à qualidade técnica dos antigos boleiros.

    Um futebol totalmente diferente de 70 e 82, mas, com um mesmo desafio ser vistoso e campeão.

    O Rubro-Negro montou um plantel que vai exigir que o treinador dê um jeito de aproveitar a qualidade técnica e ofensiva do elenco, sem perder ou dar espaços defensivamente.

    Com Vinicius Jr, Everton Ribeiro, Conca, Diego e Guerrero, Zé Ricardo, talvez, tenha seu maior desafio na sua prematura carreira de treinador.

    Zé até hoje, se mostrou um aficionado pelo modelo de jogo 4-2-3-1, onde, dois ponteiros são obrigados a cumprir funções defensivas e chegar ao ataque, deixando o meio aberto e sem muita mobilidade e/ou troca de posições.

    Além dessa opção por um time aberto com dois pontas, ele não utilizou, até hoje, nenhuma variação tática. Sua maior descoberta, foi fazer laterais ofensivos jogarem como pontas, ajudando na marcação.

    Com a falta de povoamento no meio campo e pela insistência em dois ponteiros, Zé, prefere jogadores com maior poder de marcação em detrimento de jogadores que possuem uma melhor qualidade na saída de bola.

    Daí vem a maior crítica da torcida e comentaristas. Sua opção por Márcio Araújo, jogador voluntarioso, mas que se esconde do jogo. Um cão de guarda que toma a bola dos adversários com a mesma facilidade que às devolve com os erros de passe, ou por se esconder do jogo.

    Seu outro volante, Willian Arão, é um exímio finalizador, contudo, não cumpre as funções defensivas necessárias para a função. Na maioria das vezes se junta aos atacantes, mas, não cumpre a maior função de um jogador da sua faixa de campo, que é fazer a boa chegar ao ataque.

    Hoje fica tudo sob a responsabilidade e vitalidade de Diego e Everton ou em chutões dos zagueiros. Um Flamengo pouco técnico e fácil de marcar.

    Enfim, ou o Zé Ricardo revoluciona seu próprio esquema, ou vai acabar morrendo abraçado com suas convicções. Com os jogadores agora disponíveis, precisaremos de um treinador moderno e que seja adepto a variações táticas. Não se pode ficar preso a um esquema. Se acaso fosse alçado a esse cargo, procuraria colocar um volante mais forte fisicamente e com boa saída de bola.

    No elenco temos três jogadores com esse perfil, que não são muito aproveitados: Rômulo, Cuéllar e Ronaldo. Faria um 4-1-4-1, parecido com o que o Tite fez no Corinthians.

    Mas, como diria o capitão nascimento:

    – A pica é sua, Aspira.

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