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Mais do mesmo em mais um empate

Por em junho 19, 2017

Empatar pela quinta vez em oito partidas, numa competição equilibrada como o Brasileirão, onde o número de vitórias é o primeiro critério de desempate, definitivamente, não é bom negócio.

Levando em consideração que três desses empates foram contra equipes que ocupam as últimas posições da tabela, pior ainda.

O campeonato é longo, eu sei, e muita coisa ainda vai acontecer, mas para quem quer brigar na parte de cima, esses pontos perdidos no início, quase sempre, fazem falta no final.

E mesmo, tendo empatado (2 a 2), diante do Fluminense, com um gol aos 49 minutos do segundo tempo, considero que o Flamengo perdeu dois pontos, neste domingo (18), no Maracanã.

Meu principal argumento para justificar esse pensamento, se baseia na própria declaração do técnico tricolor, Abel Braga, após o jogo. Disse ele: “Tiveram domínio, mas não chances no segundo tempo”. Ou seja, dominamos, sem ameaçar.

É chato ficar batendo na mesma tecla, mas de que adianta ter mais finalizações, mais posse de bola, controlar as ações dentro de campo, e não transformar esse “domínio” em resultados positivos.

Nessa rodada, tínhamos a chance de cortar a diferença para o líder, Corinthians, mas deixamos a desejar. Nada que abale a confiança e o ânimo do nosso treinador Zé Ricardo, que afirmou, em entrevista ao final do Fla-Flu, que o Mais Querido vai entrar no trilho de novo. Será? Na próxima quinta-feira (22), contra a Chapecoense, às 21 horas, na Ilha do Urubu, a gente descobre.

DEFESA

Se diante da Ponte Preta, o setor defensivo se portou bem e quase não foi exigido, contra o Fluminense voltou a falhar, sobretudo nos dois gols sofridos. Se sobra experiência para o nosso zagueiro Juan, falta velocidade, já tinha sido assim contra o Avaí e voltou a acontecer no lance do pênalti a favor do tricolor. Já que não dá para confiar no Rafael Vaz, a esperança é que o Rhodolpho supra essa carência, mesmo tendo atuado muito pouco pelo Besiktas, da Turquia, na temporada passada. Vale lembrar que o Réver estava encostado no Internacional, e quando chegou ao Flamengo superou as expectativas.

GUERRERO

De volta da seleção peruana, onde fez um golaço de falta contra o Paraguai, o atacante decepcionou no Fla-Flu. Foi mais notado em campo pelas faltas cometidas, dez no total, do que pelas jogadas e finalizações. Se no início do ano apostava em, pelo menos, 30 gols dele na temporada, já começo a repensar esse prognóstico.

CONCA

Não era para o argentino ter entrado no clássico. Se a ideia, do ZR era tentar a virada naquele momento do jogo, que entrassem o Damião ou o Vizeu, mas não ele. Entrou totalmente perdido, com as vaias e xingamentos da torcida do seu ex-time, e poderia, até, ter sido expulso pela falta que cometeu no equatoriano Orejuela. Ainda acho que ele vai ser útil ao Flamengo, mas o técnico precisa avaliar melhor o momento de colocá-lo em campo.

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