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A saga dos chuveirinhos

Por em julho 17, 2017

O futebol não perde essa mania de queimar a minha língua, tanto para o bem quanto para o mal. Se nos meus dois textos anteriores escrevi que, nem mesmo as teimosias e substituições discutíveis do Zé Ricardo poderiam nos atrapalhar na caça ao líder Corinthians, bastou uma semana para eu perceber que estava errado.

Sem Guerrero diante do Grêmio, na última quarta-feira (12), na Ilha do Urubu, e com Diego e Éverton Ribeiro errando quase tudo que tentavam, o Flamengo, após sair atrás no placar, teve como principal arma na busca pelo empate, os cruzamentos na área adversária, os populares chuveirinhos. Foram 28 no total, com 25% de precisão (sete certos e 21 errados).

Neste domingo (16), no empate (1 a 1) contra o Cruzeiro, no Mineirão, não foi diferente. O Mais Querido voltou a cruzar 29 bolas, acertando somente quatro. A única diferença em relação ao jogo anterior, é que em uma delas saiu o gol do Éverton.

Resumo da ópera, quando a individualidade, principalmente de Diego, Éverton Ribeiro e Guerrero, não aparece, o rubro-negro se limita, na maior parte do tempo, a cruzar bolas a esmo no ataque, denotando que o time treina muito pouco, ou quase nada, jogadas e esquemas para situações adversas dentro de uma partida.

Isso fica ainda mais claro quando pegamos defesas fechadas como as de Grêmio e Cruzeiro. Contra os gaúchos, chegou determinado momento do jogo que o Flamengo atuava no 4-2-4, mas, nitidamente, jamais havia treinado daquela forma, tamanha a desorganização na tentativa do empate.

Antes do meu texto da próxima semana, teremos pela frente Palmeiras, na quarta-feira (19), às 21h45min, e Coritiba, no sábado (22), às 19 horas, ambos na Ilha do Urubu. Quero muito escrever sobre duas vitórias, que considero fundamentais para continuarmos brigando no Brasileirão. Mas, para isso, a Saga dos Chuveirinhos precisa acabar. Se liga nisso, Zé. Caso contrário, adeus hepta.

DIEGO ALVES

A melhor notícia da semana foi a contratação do goleiro Diego Alves, junto ao Valencia, da Espanha. Querendo de volta seu lugar na Seleção Brasileira, ele vai acrescentar muito em experiência ao rubro-negro. O menino Thiago tem potencial, mas ainda não é totalmente confiável. Foi bem diante do Cruzeiro, mas, na minha opinião, falhou no gol do Grêmio. Quanto ao Muralha, tem que tentar emprestar ou vender. Salário muito alto para ser terceiro goleiro. Resta saber, se alguém vai querer.

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