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Flamengo põe estádio da Gávea em ‘stand-by’ e prevê Arena Multiuso só em 2019

Por em outubro 5, 2017

O Flamengo anunciou recentemente uma série de projetos na área patrimonial. Arena Multiuso, estádio na Gávea, terreno para a construção da casa própria na Avenida Brasil… Não faltam motivos para o torcedor sonhar, mas todos ainda bem longe da realidade. Alguns, inclusive, nem sequer devem sair do papel. A prioridade é o andamento do estádio de grande porte para sediar os jogos do clube.

Explica-se. No dia 12 de maio deste ano, o Rubro-negro anunciou em entrevista coletiva a assinatura do protocolo de intenção com a Prefeitura do Rio de Janeiro para a construção de um estádio acústico na sede da Gávea. A capacidade seria de 25 mil pessoas, mas a AmaLeblon (Associação de Moradores e Amigos do Leblon) logo se posicionou contrária e prometeu travar uma batalha contra o “péssimo vizinho”. Talvez nem seja preciso.

Em 6 de setembro, o Flamengo assinou a opção de compra para um terreno na Avenida Brasil. Localizado entre Manguinhos e Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro, o local atenderia aos anseios do clube de, enfim, erguer a casa própria. Em paralelo, a diretoria acompanha o imbróglio sobre o Maracanã. Estudos estão em andamento. A administração tem até o início de janeiro de 2018 para dar a resposta sobre a aquisição do espaço. A decisão deve encerrar qualquer possibilidade de construção do estádio na Gávea.

“Isso está em stand-by. Assinamos a opção de compra na Avenida Brasil para um estádio de grande capacidade, de pelo menos 55 mil lugares. Se isso ocorrer, o estádio da Gávea fica prejudicado. Não há sentido e nem capacidade financeira para construir dois estádios. A Gávea só será engavetada por iniciativa do Flamengo em razão do estádio na Brasil. É uma decisão do clube, algo estratégico”, explicou o vice-presidente de patrimônio, Alexandre Wrobel.

Atualmente, a questão do estádio na Gávea está quase descartada. O Flamengo até fará outros projetos na sede, como áreas de lazer e de esporte, mas não deve mesmo investir ali em um local para o time atuar. No bairro da Zona Sul, o planejamento é erguer, ainda com considerável atraso, uma Arena Multiuso em parceria com a rede de fast food McDonald’s.

A licença foi obtida em 5 de dezembro de 2016 e assinada pelo ex-prefeito Eduardo Paes. Quase um ano depois, o projeto nem sequer passou pelos conselhos do clube. O custo é de R$ 28 milhões – financiado pelo McDonald´s. Se tudo der certo, a Arena ficará pronta apenas no segundo semestre de 2019, já após o encerramento da gestão Bandeira de Mello – dezembro de 2018.

“A negociação está em fase final com o próprio McDonald´s. Existem questões contratuais que esperamos definir nos próximos 15 ou 20 dias. Na sequência, levaremos aos Conselhos do clube. Envolve um processo burocrático grande. Tem a questão de estudo do terreno, pois ali funcionava um posto de gasolina. É verdade que demandou um tempo bem maior do que imaginávamos. A meta é iniciar as obras entre janeiro e fevereiro de 2018. O prazo de conclusão é de pelo menos um ano e meio”, encerrou Alexandre Wrobel.

Enquanto aguarda os trâmites necessários, o Flamengo coloca para andar as obras do novo CT do futebol profissional. Com custo estimado em R$ 22 milhões, o clube garante a conclusão do Ninho do Urubu entre novembro e dezembro do próximo ano. Desta forma, as categorias de base utilizarão os módulos que são ocupados atualmente por Diego, Guerrero, Everton Ribeiro & Cia. É o passo final em uma estrutura de primeiro mundo para a preparação dos atletas.

UOL

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