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Coadjuvantes do Flamengo mais uma vez decidem (para o adversário)

Por em novembro 6, 2017
flamengo

Um clichê bem batido da área de recursos humanos, mas bem batido mesmo, daqueles usados pelo gerente de RH preguiçoso que te coloca numa sala com seus colegas de trabalho e exibe um powerpoint sobre por que os pássaros voam em formato de v, é o conceito de que “uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco”.

E ainda que essa frase tenha quase sempre a intenção de explicar que não adianta nada a Marisa da contabilidade trabalhar até às onze da noite se o André do Almoxarifado passar o dia todo assistindo filme pornô no depósito, ou que a economia de um centavo por folha do Adão da secretaria não faz muita diferença se o Maurício da gerência ao lado dá desfalques mensais de 50 mil reais, ela não deixa de ser talvez uma das maneiras mais simples e diretas de analisar as dificuldades do Flamengo nesse ano de 2017.

Isso porque, contra o Grêmio, ficou claro mais uma vez que, ainda que as fragilidades do grupo rubro-negro na temporada tenham grande relação com a dificuldade de seus principais jogadores de assumir o protagonismo esperado, elas também passam, e muito diretamente, pela imensa facilidade que alguns de seus coadjuvantes ou figurantes têm de realmente atrair os holofotes, pegar as rédeas do jogo nas mãos e decidir várias partidas – infelizmente, quase sempre para o time adversário.

Afinal, por mais que grande parte de nós tenha comprado a ideia do “grupo forte” vendida no começo do ano, ficou claro, principalmente nos momentos de decisão, que o Flamengo não tem o prometido grupo completo e de ponta, mas sim um grande misturado de jogadores, que envolve desde jogadores de seleção brasileira até atletas que, se disputassem pelo time dos solteiros a mesma pelada solteiros x casados que você, te fariam propor um casamento de fachada ao seu porteiro apenas para evitar depender deles pra ganhar qualquer coisa.

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E é a constante presença e o imenso volume de integrantes desse segundo grupo que muitas vezes desequilibrou o Flamengo nesse ano. Éverton Ribeiro fez um bela jogada para abrir o placar? Rafael Vaz fez duas jogadas horrendas na defesa e cedeu dois gols. Diego decidiu lá na frente? Pará decidiu aqui atrás com um gol contra. Juan na defesa matou com categoria o ataque adversário? Gabriel lá na frente não só matou 3 ataques nossos, como reduziu em seis meses a expectativa de vida de toda a nossa torcida. E a soma dessa imensa série de erros individuais, o acúmulo de todas essas falhas, vai claramente cobrar seu preço durante os campeonatos. Afinal, se uma corrente é mesmo tão forte quanto seu elo mais fraco, ter Rafael Vaz como esse elo claramente extingue qualquer chance de que a sua corrente venha a conseguir segurar grandes coisas.

Nessas horas, é claro, a saída mais fácil é criticar o jogador. Xingamos um zagueiro na mesa do bar, reclamamos de um volante no twitter, pedimos a saída de um atacante na caixa de comentários do portal. Mas da mesma forma que, se um hospital contrata um hamster para ser chefe de cirurgia, a culpa é menos do hamster por apenas comer sementes de girassol enquanto todos os pacientes morrem e mais do hospital por considerar dar esse tipo de função para um roedor de 10 cm que sequer tem polegares opositores, a culpa da presença desses jogadores no time é muito mais do treinador e da diretoria do que dos jogadores em si, que estão quase sempre apenas tentando honestamente realizar seu trabalho dentro do máximo de suas capacidades, que infelizmente não são tantas.

Por isso, diante do ano que o Flamengo teve, fica clara a necessidade de uma reestruturação no elenco do time para 2017. Analisar com realismo as nossas virtudes, reconhecer com consciência as nossas carências, mantendo jogadores não por seu carisma, simpatia ou amizade no grupo, mas sim pelo nível técnico e pela contribuição real que eles podem oferecer aos objetivos do clube.

Entrosamento vem apenas com o tempo e a manutenção do grupo é sempre um fator importante para o sucesso? Com certeza. Mas começa a parecer mais e mais complicado que a solução para certos jogadores realmente seja “mais tempo” e vai se tornando cada vez mais pertinente para o nosso 2018 uma outra frase feita, aquela que diz que “a definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”.

E não podemos nos dar ao luxo de ser malucos com alguns jogadores por mais um ano.

One Comment

  1. Antonio Moreira

    7 de novembro de 2017 at 15:24

    Desse time do Flamengo tem que mandar embora: Muralha, Vaz, ROMULO,Conca, Gabriel, Mancuello, Matheus Savio,Ederson.

    Dar chance de jogar: Léo Duarte, Ronaldo(atl.Goianense) Vizeu, Paquetá, Vinicius Jr., Lincoln e Cesar Goleiro.

    Manter Elenco: Marcio Araujo,Geuvanio,Berrio,Rodinei,.

    Titulares absolutos: Diego Alves, Rever, Juan, Cuellar,Diego,Everton, Everton Ribeiro e Guerrero (pra ganhar 1 milhão manda embora)

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