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Austeridade Rubro-Negra

Por em novembro 7, 2017
márcio araújo

Austeridade. Uma das palavras mais utilizadas no atual cenário econômico do nosso país.

Em tempos difíceis para as organizações e também para a população brasileira, ser austero é quase que uma obrigação para todos nós que vivemos em um país que ainda é taxado de subdesenvolvido.

Não é difícil imaginar que, para sair de um período recessivo, as medidas austeras devem ser tomadas e gerenciadas com muita sabedoria e cautela. Afinal de contas, uma gestão austera mal aplicada, pode levar o indivíduo ou uma instituição ao colapso. Ou na melhor das hipóteses, a manutenção do status quo (a estagnação do atual cenário). Ou seja, tudo que nenhum indivíduo ou organização deseja. Pois, quem implementa a austeridade, tem como meta (ou deveria ter!) a evolução do atual quadro econômico, e consequentemente alcançar o objetivo fim. Aquele objetivo que levou o indivíduo ou a organização a implementar a gestão de austeridade.

márcio araújo AUSTERIDADE

O esporte brasileiro não tem como ser diferente. Obviamente que o mundo esportivo também ‘sente’ os efeitos da dificuldade econômica que o país atravessa atualmente.

Por isso, muitas instituições esportivas necessitam demonstrar ao mercado, que elas podem sim, receber investimentos e/ou patrocínios. Mas para isso, essas instituições precisam ter ou resgatar a sua credibilidade perante ao mercado. Seja ele, o mercado nacional e/ou mercado internacional.

Muitos clubes que tem como sua finalidade fim o futebol, precisam ou precisaram se reestruturar financeiramente e administrativamente. E como era de se esperar, entre os itens essenciais dessa tal reestruturação, está a austeridade financeira.

Com certeza, você leitor, você já deve ter ouvido falar de algum clube de futebol que implementou algum novo modelo de gestão, afim de buscar a excelência administrativa.

conca

Não resta dúvidas, que cortar custos de maneira inteligente é o primeiro passo para um clube de futebol que deseja implementar uma política de austeridade.

Concomitantemente ao corte de custos, é necessário buscar patrocinadores que queiram apostar nesse novo modelo de gestão. E também com muita competência, realizar investimentos para que em futuro próximo, esses investimentos possam ser reinvestidos na sua finalidade fim (o seu core business), que é o futebol.

Se após passado o período de tempestade e o resultado desses investimentos forem aplicados com o devido sucesso, competência e inteligência na formação de um time de futebol, o que acontecerá com esse clube? E se essa quantia investida for muito superior a capacidade de investimentos de seus rivais? Tenho certeza que você pensou na seguinte expressão:

 “Conquista de muitos títulos.”

É claro que o esporte não é uma ciência exata. Qualquer esporte necessita do fator humano. E o futebol, não é diferente.

Entretanto, existem algumas premissas que são necessárias para se obter êxito no esporte.

Ter a capacidade para realizar grandes investimentos financeiros em time de futebol, não é o suficiente. É essencial ter um corpo de profissionais que sejam extremamente competentes dentro e fora de das quatro linhas.

É necessário saber investir nos profissionais certos para os níveis estratégicos, táticos e operacionais.

Manter em seu organograma, profissionais que não dão retorno técnico, não têm nada de austero. Muito pelo ao contrário.

Vale sempre lembrar, que o objetivo fim de um clube de futebol, é ser campeão.  

A planilha, as metodologias e as melhores práticas de gestão, devem ser o meio e nunca o fim.

Levantar a taça de campeão deve ser a principal meta de um clube de futebol.

Agora, se em algum clube de futebol, você constatar a incompetência esportiva e/ou a falta de um corpo técnico qualificado para pôr em prática a excelência esportiva, aliada a gestão institucional… talvez esses gestores não saibam o real significado da palavra austeridade.

Saudações Rubro-Negras.

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