Embora não reclame publicamente, Mancuello está profundamente insatisfeito, pois Rueda não o escala, em muitos jogos sequer o relaciona, e não diz quais os motivos. Nos treinos o escala em qualquer posição para compor, até como lateral! Obviamente o jogador quer atuar e, automaticamente, começa a sonhar com uma transferência.

Seu compatriota, Dario Conca, sabe que a volta ao Shanghai SIPG está prevista para o início de 2018. Ele jogou por apenas 15 minutos com o atual treinador, no empate com o Paraná Clube (entrou no lugar de Geuvânio aos 30 do segundo tempo) que decretou a eliminação (nos pênaltis) da Primeira Liga.

Caso Conca não tivesse entrada em campo — antes fez oito minutos diante do Fluminense (entrou no lugar de Cuellar) e participou pelo mesmo tempo contra a Ponte Preta (substituiu Diego) no primeiro turno do Brasileiro —, o Flamengo não teria que pagar parte de seus salários. Ao escalar o ex-tricolor por 16 minutos — depois ele ficou de fora meses, sem as condições ideais — os rubro-negros assumiram um custo mensal que, acumulado, deve girar em torno de R$ 2,5 milhões até o adeus do meio-campista.

Mancuello não joga por opção do técnico, mas pode render uma negociação interessante, afinal, já defendeu a seleção argentina e tem mercado no continente. Resta saber se alguém no clube assumirá a responsabilidade pela decisão de colocar Conca à disposição do então técnico Zé Ricardo, sendo que quase um semestre depois o atleta ainda não apresenta as chamadas condições de competitividade. Afinal, ele tem vínculo com o time chinês e, se nada de novo acontecer, deixará apenas custos na sua passagem pelo Flamengo.

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br