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Flamengo dá baile e desfila com vaga e apoteose em Volta Redonda

Por em Fevereiro 11, 2018

Flamengo dá baile e desfila com vaga e apoteose em Volta Redonda

“Quem não chora, não mama, segura meu bem, a chupeta”.

“É hoje o dia… Da alegria… E a tristeza… Nem pode pensar em chegar”,

“Não me leve a mal, hoje é Carnaval”.

Com o sábado momesco ligeiramente atrapalhado por conta de um compromisso pelo Ferjão, o jeito criativo e bullyinesco que os jogadores do Flamengo arrumaram para, mesmo trabalhando entrar no clima da festa, foi promover um baile no gramado do Raulino de Oliveira.

De forma egoísta, transformou a nossa pequena área em um camarote vip, de onde o César pôde tranquilamente descansar e assistir o desfile quase sem falhas do Flamengo diante de um Botafogo que atravessou o samba feio, tornando mais inútil ainda a disputa do Carioqueta.

Tava constrangedor desde o início. Parecia um desfile da Portela ou Mocidade Independente, competindo contra um bloco montado às pressas, sem fantasia, sem harmonia, evolução, e tentando fazer ritmo sem instrumentos, amadoramente levando o samba na palma da mão. Hmmm… Vale o mérito de ter tentado. Carnaval também é ilusão.

E teve de tudo no desfile. Everton fantasiado de gente grande, marcando de cabeça no meio de um montão de gigantes bonecos de Olinda presentes na área adversária. Teve troca de passes de primeira sem desafinar uma nota para a primeira ceifada do Henrique Dourado com o Manto, que de tanta facilidade na hora da conclusão, pode até dizer que foi um gol com a bola rolando fantasiado de gol de pênalti. Teve Vinícius Jr marcando um golaço pra encerrar o baile, e lembrando ao outro lado que a fantasia acabou em 2017, onde viveu momentos de alegria (e não ganhou nada), mas que a dura realidade chegou pra transformar 2018 em uma longa quarta de cinzas.

Ainda antes da apuração dos votos, o lado de lá tratou de fantasiar que os problemas podem ser resolvidos de forma simples e demitiu o treinador. Tudo bem. É Carnaval. Deixa a ilusão fazer moradia.

Só na primeira etapa foram nove finalizações contra nenhuma do adversário, o que dá a medida do tamanho da superioridade e do abismo técnico que hoje vai sendo construído e tende a aumentar entre os dois times. O que era pra ser, ainda que esvaziado, o primeiro Clássico com adrenalina do Carioqueta, acabou na maior parte do tempo sendo uma partida mais fácil que muitas das disputadas contra a nanicada, e é bem possível que pelo menos até o primeiro gol, as coisas sejam um pouco mais complicadas contra o Boavista na Final do próximo domingo.

Mas isso é só depois. O que acontece no Carnaval fica no Carnaval e por enquanto é só comemorar a campanha previsível e o desfile do nosso bloco na Taça Guanabara.

SEMPRE mantendo um olho aberto e mantendo a consciência de que o Ferjão é um evento inútil travestido de campeonato. Estamos cumprindo bem e honrando a nossa fantasia de super-heróis, mas a realidade chega em breve com o início das competições sérias. Continuar desfilando alegria e competência em campo, pra tudo NÃO se acabar na quarta-feira dia 28.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. LUXO. “Se eu quisesse alguém no meio para marcar colocaria zagueiros” (Carpegiani)

. MOCIDADE INDEPENDENTE. Apesar da reação contrária do povo de General Severiano e de boa parte do mundo chato do futebol “muderno”, mandou bem o menino Vinícius Jr no gol e na comemoração. Mostrou personalidade nos dois quesitos.

. RECORDAR É VIVER. Quem pintou nas redes sociais para debochar mais um cadinho e tirar mais onda com o gesto do Vinícius foi Souza Caveirão.

. ESSE ANO NÃO VAI SER IGUAL AQUELE QUE PASSOU. Ainda é cedo pra comemorar, mas até o momento Everton Ribeiro vem dando pinta de que vai brilhar com o Manto em 2018.

. AS ÁGUAS VÃO ROLAR. Até o tempo ajudou no baile de ontem. Quando os jogadores do Flamengo pareciam sentir o desfile embaixo de tanto calor, uma chuva providencial refrescou e devolveu boa evolução ao time.

MESA DA ARCOIRIZADA

. QUERO SER GRANDE. Vasco passa o Carnaval fantasiado de Libertadores. Jogo na Quarta-Feira de Cinzas pode iniciar a devolver o povo de São Janu para uma dura realidade.

. SEM CRIATIVIDADE. O pessoal em General Severiano podia ser mais criativo pra não passar a vida com esse rótulo incômodo grudado na pele que nem glitter. Os caras choraram porque foram chamados de chorões. É querer muito assinar embaixo do treco.

. COM DINHEIRO OU SEM DINHEIRO, EU BRINCO. Esse é o enredo da Mangueira para esse Carnaval. A Nobreza do Laranjal deve sentir uma vontade danada de tornar isso realidade na temporada, mas aparentemente não será possível.

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