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Tempos modernos e o Clássico com censura

Por em março 3, 2018
flamengo

Era pra ser uma tarde bacana. Daquelas pra promover a zoação saudável entre torcedores e jogadores. Clássico entre Flamengo e Botafogo, com o requinte de matar saudade de tradições antigas, tendo a molecada dos dois clubes fazendo a preliminar na decisão da Taça Guanabara da categoria.

Porém… Porém… A bulha resultante da comemoração do Vinícius Jr no Clássico da semifinal no sábado de Carnaval, que acabou por abastecer mais ainda o Rio de Lágrimas do lado de lá, gerou atrito e notas oficiais estapafúrdias debatendo a questão. Como o Flamengo usou e pretende usar outras vezes o Engenhão, tendo inclusive o mando no jogo de hoje, é não oficial, porém nítida, uma certa orientação para que o lado de cá alivie na pilha.

Parece quando a gente é criança e um primo mais novo vem visitar nossa casa e escutamos aquelas recomendações: “Olha… Cuidado com seu priminho… Ele é pequeno e não aguenta as suas brincadeiras brutas”.

flamengo

O Botafogo descansou no meio de semana e o Flamengo também. Bem… Pelo menos descansou no primeiro tempo contra o River. Na segunda etapa até que correu. Tanto que o Elenco Principal Que Teve Pré-Temporada e Foi Poupado do Fla-flu acabou botando a língua pra fora e as quatro rodas pro alto, o que acabou resultando em uma estreia tremendamente marromenos no torneio continental.

Que time vai pra campo não se sabe. Deve ser mais ou menos aquele mesmo que jogou na quarta. A dúvida fica por conta do Carpegiani chegar a uma conclusão sobre o Mistério de Tostines (entreguei a idade feio nessa). O time tem que descansar pra poder jogar em alto nível ou tem que jogar mais pra poder não cansar? Diante dos últimos dois resultados, Carpegiani não há de querer arriscar e deve mandar o elenco principal pro trampo. Daí a outra dúvida fica na questão se a norma e sistema de jogo é com um, dois, três ou dezoito volantes.

Do lado de lá… Do lado de lá… Muita animação após duas vitórias seguidas contra a nanicada. O novo técnico chegou mudando a bagaça toda e, no caso do Clássico, seis mudanças em relação ao time que (não) nos enfrentou em Volta Redonda.  O povo de General Severiano precisa da vitória porque o grupo está bem embolado, com seis times empatados com seis pontos na tabela.

O grupo pra nosotros está mais light. Mesmo com o atropelo do fluminenCe semana passada, estamos ali no G2 com o mesmo número de pontos do Vasco, que arrancou vitória de virada sobre o Macaé com um emocionante gol dos Riascos ali por volta das três horas e meia do segundo tempo do jogo. Se o cara não marca, a bola estaria rolando até agora. O respeito voltou.

Sempre lembrando que a Taça Rio até vale pra gente, já que se ganharmos pulamos direto pra Final do treco. Não vale a vida,  mas é de bom tom jogar direitinho pro time não ficar todo avacalhado quando chegar o dia da segunda rodada da Liberta. Hmmmm… No campo teórico não vai fazer diferença. Se tropeçar no Equador vai ser ou porque jogou demais no Carioqueta, ou então porque jogou de menos.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. WHAAAAATTTT???  O Flamengo vai decidir que atitude tomar com a empresa responsável pela instalação dos postes que desabaram na Ilha. O nome da empresa? Inexplicavelmente “é mantido em segredo por acordo de confidencialidade do Flamengo com a empresa”. Saporra aí não é esquisita?

. PINTOU O CAMPEÃO. Um título também é ganho com sorte. O empate entre Emelec e Santa Fé é prova inconteste de que estamos predestinados.

. PRA MATAR SAUDADE. Preliminar de luxo pra lembrar da Mitagem Explícita da molecada na Copinha.

. CRIANÇA COM POTE DE DOCE. O Flamengo já recebe propostas para vender mandos de campo no Brasileirão. A Smurfada adora, e diz a CBF que só vai poder vender cinco. Com a maturidade de uma criança de cinco anos, os Blues já devem começar na segunda rodada contra o América-MG.

MESA DA ARCOIRIZADA

. O HOMEM QUE CALCULAVA. No mesmo momento que o ZR decide ficar e recebe um aumento… O suposto patrocinador master pisa na bola e atrasa a grana. Será que essa conta fecha?

. CAFÉ COM LEITE. Não rolar o gestual chororô logo mais é um constrangimento nas entrelinhas. Os atletas alvinegros estarão cientes durante todo tempo que a intenção geral do lado de cá é essa mesmo.

. CHOQUE DE REALIDADE. Após algumas goleadas e momento otimismo, um balde de água fria jogado pelo Avaí. Só não foi mais gelada por conta da mudança no regulamento da CB, com o gol marcado fora de casa não sendo mais critério de desempate.

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