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Flamengo, mais uma vez, sofre contra time fechado

Por em Março 23, 2018

Olhando só para o Carioqueta e seu singular regulamento, como dito aqui nas mesas do Boteco ontem, ferimentos leves. Lutávamos tão somente para tentar pular a necessidade de uma semifinal do campeonato e ir direto para a decisão com a vantagem do empate. Levando em conta que, não é de hoje, folgas um pouco maiores por aqui acabam resultando em desempenhos piores e eternas desculpas de “falta de ritmo”, torna o revés mais desprezível ainda.

Agora… O que preocupa em um plano geral e olhando para onde se deve olhar, o restante da temporada recheada de competições realmente importantes, é o fato de repetir o problema da atuação, e da aparente revolta no pós-jogo, ao ter que enfrentar equipes que vêm com a proposta de organização com a casinha fechada e explorando os contra-ataques.

Se na teoria, que nunca pode ser escalada para o jogo, temos sim uma enorme vantagem técnica, individual, financeira e de infraestrutura, como bem explicitou o Gum ao deixar o gramado, diga-se de passagem, exagerando um pouco na euforia quando confrontada com as dimensões reais da “conquista”, lá dentro das quatro linhas são onze contra onze. Ponto.

O Flamengo de forma alguma fez uma partida horrorosa. Teve lá seu pequeno punhado de oportunidades e até mesmo o já tão criticado Dourado por pouco não abre o placar na primeira etapa, o que poderia dar tons diferentes ao Clássico. O problema, e aqui vai sem disfarçar em nenhum momento uma carga de soberba consciente, é que jogamos de igual para igual contra um time mais fraco.

Se toda vez que enfrentar um time fechado (já aconteceu no mesmo campeonato até contra a nanicada) for esse drama todo, de não conseguir traduzir em campo nossa “superioridade” e após a partida o pensamento dominante for de “acusar” o adversário pela “culpa” de saber se organizar e dificultar o trabalho da nossa criação ali pela meiúca, a coisa vai de mal a pior.

Sem nem pensar muito, caso essa situação for mesmo a tendência, basta imaginar a quantidade de pontos que serão desperdiçados no Brasileirão ao enfrentar a turma que vai para o campeonato na intenção de garimpar um pontinho aqui e outro ali para se livrar do rebaixamento. Provavelmente incluindo nisso aí o próprio fluminenCe.

Li em alguma matéria um comentário sobre o Flamengo ter incendiado o jogo e lutado muito nos minutos finais. Dãããããããã… Será que já passou pela cabeça dos nossos jogadores que essa seria uma boa estratégia quando usada desde o começo da partida? E na da comissão técnica?

Mas tudo bem. O espaço aqui sempre foi e sempre há de ser benevolente COM OS JOGADORES. Rolaram algumas duas ou três grandes defesas do goleiro deles, teve AQUELA oportunidade desperdiçada pelo Vinícius Jr que (pelo menos é o que se espera em Madrid) não é comum o moleque perder, e teve aquele pequeno probleminha no gol do Gum, que acabou marcando se aproveitando de uma situação na qual nossa defesa já parecia estar no vestiário falando sobre a segunda etapa enquanto a bola ainda rolava para a primeira.

Mesmo com todo o perigo que isso pode representar (a pequena folga, no fim das contas, era inevitável), e você sabe muito bem do que estou falando, temos alguns dias a mais para descansar e treinar para a semifinal no meio da outra semana. Se bom ou ruim, proveitoso ou danoso, só o futuro dirá.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. DRAMA. Se quando o meio-campo for bloqueado o ataque ficar desguarnecido, a gente vai ter que contar muito com a defesa (até mesmo como atacantes) para tentar ganhar os jogos, já que nas laterais… Bem… Vocês sabem.

. RAZÃO TARDIA. “Perdemos o jogo para o Macaé, que eu poderia ter jogado com o time principal, e perdemos” (Carpegiani).

. RETRANQUINHA. Se apenas uma organização defensiva do fluminenCe fez o povo do lado de cá inventar e choramingar por um suposto anti-jogo por parte do adversário (que não ocorreu)… O que esperar das batalhas internacionais na Liberta contra escolas assumidamente catimbeiras do futebol?

. CURRÍCULO. Tio Bandeira, como esperado, fez sua filiação ao REDE para iniciar carreira política longe dos gramados. Não existe, mas se rolasse um partido chamado PLANILHA seria mais adequado.

MESA DA VODKA

. SIMPATIA DISCRETA. Infos de que a Seleção Brasileira pretende realizar ações para conquistar a simpatia dos russos. Se por um lado é muito improvável que sejam medidas tão efetivas quanto as dos alemães por aqui em 2014, por outro conta com a facilidade de já ser mesmo uma “queridinha” do Planeta Bola.

MESA DA ARCOIRIZADA

. DEPARTAMENTO DE COBRANÇA. Diante do protesto e da cara de poucos amigos do Riascos, que parece ter sido por atrasos na grana em São Januário, fiquei pensando na situação do responsável por lá. “Estou devendo um dinheiro pra uns caras aí”. Paulão, Riascos, Desábato, Martín Silva… Só cobrador que impõe respeito.

. POUCO BARULHO. Igor Rabello minimizou vaias da torcida alvinegra. Na verdade não deve nem ter conseguido escutar e ficou sabendo através da imprensa.

.NOVELA SCARPA. Audiência marcada só para a semana em que começa o Brasileirão. Essa novela promete.

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