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Cuéllar, o sobrevivente

Por em abril 22, 2018

Não nego minha admiração pelo colombiano, que começou logo em sua estreia. Depois daquela expulsão no Fla x Flu, de forma injusta, ele ficou sentado na entrada do túnel na chuva, me fez pensar, esse cara tem raça e espírito RN. Sua qualidade na saída de bola é impressionante, rígido na marcação, afobado às vezes, concordo, mas não se esconde. Na final da Sul-americana, foi mais uma vez injustiçado. Um pênalti mandrake, manchou seu excelente final de ano.

zé ricardo

Cuéllar é um sobrevivente da Panela Moedora de Gringos que há no Flamengo. Donatti, Mancuello e agora Marlos Moreno, são carnes moídas desse aparato nefasto que tem o aval do mandatário. Mas mesmo com todo esse revés, o “Colômbia” conseguiu completar 100 jogos com o manto. O injustiçado nunca poderia ter sido banco para aquele que não devemos pronunciar o nome.

Ontem, após o apito final, fiquei observando seus movimentos, ele abraçou Juan e Júlio César, depois deu uma declaração, que poucos jogadores, mais badalados conseguem expressar “me sinto super a vontade aqui. Acredito que posso fazer ainda mais, e seguir dando sangue pelo Flamengo. Agradeço a oportunidade de poder honrar esta camisa”. @carlabaraujo

Reprodução: Flamengo

Cuéllar me representa, não só pela garra que demostra em campo, também por ter vencido uma batalha. Tomara que anos melhores venham e ajudem o garoto a voltar para sua seleção, pois acho que conseguiram tirá-lo da copa.

Abraços seus Falsos

Luiz Fernando Caldas

@LFSCaldas 

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