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Em mais uma exibição morna, Flamengo encaminha vaga

Por em maio 3, 2018

Ou ando em uma rara fase pessimista em relação ao time, ou é apenas estar escaldado com o histórico dos últimos tempos, ou sei lá o que.

O fato é que olho pro momento atual e vejo o Nosso Flamengo como se ele fosse um daqueles personagens de cinema-catástrofe que aparecem nas sequências iniciais e, como você sabe a temática da história, já deduz que quando os duros eventos começarem, vai acabar sucumbindo e não indo muito longe na trama.

Chato bater nessa mesma tecla, mas se o Mundo-Flamengo se repete, o Boteco aqui só pode mesmo servir essa comida requentada habitual.

Nas próximas semanas, torno a repetir o dito em textos anteriores, entre confrontos medianos (Inter e Vasco), fracos (Ponte, Chape, Emelec) e um de resultado neutro que tende a ser perdoado caso seja negativo porque a vaga pra próxima fase já estará na mão (River), ou pelo menos assim esperamos, só lá pelo dia 26, quando enfrentaremos o Galo em Minas, teremos um teste mais significativo pra analisar a situação geral.

Ontem contra a Ponte não foi exatamente das partidas mais brilhantes. Tivemos sim algumas poucas oportunidades de ampliar o placar e tornar tudo ainda mais fácil para o jogo da volta, assim como passamos alguns poucos riscos de sofrer o empate, o maior deles naquele deslize do Léo Duarte, quando o travessão acabou nos salvando.

Não que fosse necessário, mas só pra contextualizar um pouco melhor, a Ponte lutou contra o rebaixamento no Paulistão, não anda nada credenciada nas apostas sobre quem volta pra Série A do Brasileiro em 2019 e, não bastasse tudo isso, ainda teve uma pá de seus mui humildes reforços para a temporada sem condições de jogo para essa primeira partida das oitavas.

Dada essa situação, o esperado seria uma atuação folgada e sem sustos, como a que rolou diante do Ceará no domingo. Mas foi mais ou menos aquilo lá que a gente viu. Domínio quase absoluto, sem tradução do mesmo no placar.

O Barbieri botou na conta do calendário. Muitos jogos e pouco tempo para treinar. O problema é que o jogo é esse aí mesmo. Foi assim ano passado, é assim esse ano, e será assim nos próximos. Agenda folgada? É fácil conseguir. É só ser eliminado da bagaça toda (lembrei até daquela pérola dita pelo Saraujo). Só que daí não seria exatamente dos projetos mais brilhantes, e ainda corria o risco de pintar reclamação de que com poucos compromissos fica difícil ganhar ritmo de jogo.

Nem dá pra jogar o peso todo nas costas do interino-quase-efetivado, já que esse negócio aí do Flamengo não convencer já vem se arrastando faz tempo.

Bem… Vamos celebrar enquanto ainda dá, o fato da frieza dos números apontar para um excelente momento. Vagas bem encaminhadas na CB e Libertadores, e liderança no Brasileirão. O futuro a gente deixa pra ver depois como fica. Como diria nosso Presidente, vamos levando.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. CÉU OU INFERNO. Guerrero vive dia decisivo hoje na Suíça. Tudo pode se tornar um revés que fica no passado, ou até virar praticamente um fim da carreira, caso decidam pelo aumento da pena para dois anos.

. MAIS DO MESMO. Ao não provar nada em campo Geuvânio provou, mais uma vez, que sua semana de trabalho nos treinos deve ser muito produtiva.

. CONSTÂNCIA. Paquetá de novo ditando as ações e se tornando peça cada vez mais fundamental para a equipe.

. FOGO AMIGO. Léo Duarte ia aprontando feio contra o patrimônio do colega Diego Alves. Agiu bem o goleirão após o lance, dando apoio e palavras de incentivo ao jovem zagueiro.

. BARATA TONTA. Agiliza a Ilha do Urubu, busca acordo pelo Engenhão… E agora retoma as negociações com o Consórcio para atuar no Maracanã.

MESA DA ARCOIRIZADA

. CHOQUE DE REALIDADE. Acaba de forma melancólica a luta do Vasco na Libertadores, ainda que um pequeno milagre possa trazer a vaga na Sul-Americana. Não se sabe muito bem pra que.

. ESPERANÇA DE GOLS. Com começo até bem razoável no Brasileirão, Botafogo já tem disponível o uruguaio Aguirre, principal reforço para o resto da temporada.

. “ESTRANGEIRO”. Já no fluminenCe, Nathan, brasileiro que jogou toda a carreira (10 anos) no Catar, é o reforço misterioso para a defesa.

MESA DA VODKA

. CONTRA A ABSTINÊNCIA. Como Copa do Mundo passa rápido e sempre deixa saudade, a FIFA projeta realização de uma miniatura do torneio de dois em dois anos com 8 seleções participando.

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