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No peito e na raça, o Flamengo ainda é nosso!

Por em maio 24, 2018
flamengo

O torcedor Rubro-Negro vem de uma fase tão complicada e cansativa dos últimos anos que até o jogo onde perder não significava estar eliminado, causa grande insatisfação. A gestão do clube e a presença constante de dirigentes atuando no futebol, são os fatos que vem causando desconforto. A gestão pelo fato de ser encarada como o grande “cala boca” para quem ousar ficar insatisfeito com o resultado, ou a falta dele, e os dirigentes pela razão da falta de conhecimento técnico que justifique a presença e atuação.

Alguns dirão: mas se tivéssemos ganhando tudo ninguém iria notar a presença assídua do presidente e o (ex) CEO, no vestiário, na coletiva, no ônibus, na reza e em todo lugar que deveria estar restrito aos profissionais que entendem e tocam o negócio. É CLARO que não notaríamos.

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Caso estivessem lá e os resultados brotassem, entenderíamos que alguma coisa positiva eles possuem, nem que fosse simplesmente a sorte. Pelo contrário, essa mudança na forma de gerir o futebol parece ter afetado diretamente no comportamental coletivo. Parecem ter absorvido o mantra de que boa gestão financeira, ficar em sexto lugar, ser vice campeão ou se classificar em segundo de forma preguiçosa está de ótimo tamanho, já que todos são premiados e reconhecidos por este tipo de resultado.

O jogo de ontem e tantos outros onde empate garante “bom resultado” é reflexo da falta de cobrança, da falta de esclarecimento de que ‘NÃO, NÃO ESTÁ BOM!’, ou do excesso de defesa, onde há quem diga que ‘tá tudo bem’. E olha, eu me assusto… os defensores são muitos.

Será que a modernização no futebol modernizou a maneira de torcer? Será que conformismo entrou para a cartilha do torcedor? Observo com frequência este comportamento do tanto faz, da falta do frio na barriga, da indiferença se vai vencer ou não.

O Flamengo iniciou uma nova era em gestão e estava tudo dando certo. A casa estava sendo arrumada. Ainda que aos trancos e barrancos, era possível enxergar que todos queriam um clube gigante, um clube vencedor, deixando para trás de vez a lacuna gigante que nos separava dos nossos maiores títulos.

A tolerância do torcedor ficou imensa, a compreensão veio num afago inicial de gestão com uma Copa do Brasil mesmo com um time meia boca, pois era o que dava na época. E justamente quando a era do sufoco acaba, o perrengue financeiro fica controlado e o time tem uma folha salarial milionária, o conformismo parece dominar. É neste meio do caminho que aquele rubro-negro raçudo adormeceu.

O torcedor do Flamengo é o cara que tolera muito bem a derrota, mas aquela derrota que foi suada, que teve entrega, que teve luta, que teve raça. Essa derrota diz muito mais sobre identidade do que esse empate frio de quarta-feira, com lances individuais, apatia, e vontade de apenas empatar. Ninguém ali entrou pra levar o jogo e a moral pra casa. Só andam esquecendo que o Flamengo não é de meia dúzia. Quando se deixa de levar a moral pra casa, você está falando sobre a moral de milhões de torcedores que cansaram de esperar e ficar na dúvida todo ano se o time vai ou não vai pra Libertadores, quando o certo seria disputarmos – não necessariamente ganhando – todos os anos.

O Flamengo é time para ficar na memória dos vizinhos de língua espanhola, porque tá lá ano após ano batendo firme seu cartão no campeonato. Esse é o Flamengo que o torcedor quer, merece e já está na hora de voltar a ter.

O que conforta, é saber que pelo menos os mandatos passam, e que seremos Flamengo no peito, na raça e no grito, independente de quem esteja no comando, porque o Flamengo, embora pareçam não entender, é nosso!

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3 Comments

  1. Edna Mattos

    24 de maio de 2018 at 22:42

    Tudo certo, consertaram as finanças, mas o Flamengo vencedor sumiu. Se contentam com pouco, vice está bom para alguns, mas não para o verdadeiro flamenguista. Que na próxima eleição saibam escolher uma diretoria que faz questão de vitórias tanto financeiras mas tbem no Futebol!!!

    • Falando de Flamengo

      24 de maio de 2018 at 23:12

      É o que todo rubro-negro deseja. Flamengo forte e vencedor dentro de campo. Fora dele já está recuperado. Foco no futebol. Obrigado pela leitura. SRN!

  2. Renata

    28 de julho de 2018 at 23:27

    Boa noite, por onde anda o Sorin Mercio?
    Nunca mais um texto e ausente de todas as redes sociais?

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