Google+

Flamengo dá outro adeus na Libertadores

Ainda que com eliminação ‘menos traumática’…

Por em agosto 30, 2018
flamengo libertadores cruzeiro

Se em visão geral outra vez se repete uma campanha abaixo dos nossos desejos e pouco condizente com o tamanho do Flamengo e dos valores atuais envolvidos em contratações e infraestrutura, dessa vez, pelo menos, e isso é muito pouco, a noite da eliminação foi menos traumática que em recentes oportunidades.

Como rodada após rodada de tudo que é competição o Flamengo vem mostrando que, ou não tem “9”, ou anda muito “mudernin” e cheio de falsos “9” no elenco, Barbieri optou por se jogar de vez nos braços da realidade e extirpar do time o que na prática já não existia mesmo.

Falando nisso… Se for uma tendência, podíamos também pensar em jogar com três zagueiros já que, assim como nos falta “9”, o momento carece também de outros algarismos, a saber, o “2” e o “6”.

O primeiro tempo foi bem morno. Mas dessa vez nem dá pra reclamar muito da falta da tal La Intensidad. Como diz o velho ditado, cautela, caldo de galinha, centroavante e lateral não fazem mal a ninguém. Porque se a gente cai pra dentro dos caras de forma intensa  desde os primeiros minutos e toma um gol, o treco desandava de vez.

flamengo libertadores cruzeiro

Se a gente não marcou do lado de lá… Por obra e graça de São Judas Tadeu o Mano Menezes optou pelo Barcos, que  anda em uma fase Falso Nove Total. O cara perdeu um gol inacreditável do lado de cá, fazendo jus ao apelido “pirata”. Tão pirata que fui checar na Wikipédia se ele é mesmo argentino ou é de fabricação paraguaia.

Se no primeiro tempo o Fábio não teve lá muito trabalho (e o Diego Alves também não), como não havia outra possibilidade, na segunda etapa nosso povo partiu pra dentro dos caras, se expondo também aos contragolpes, o que fez  a peleja ficar bem mais animada.

Até que Nosso Flamengo correu e tentou. Pintando aqui e acolá nossa já habitual falta de eficiência nos penúltimo e último toque. O gol do Léo Duarte incendiou de vez a missão e Barbieri, apesar de ter pipocado feio para o América no final de semana, dessa vez desandou a jogar todos os noves e possíveis nove pra dentro do campo, inclusive tirando o Cuéllar e um dos laterais. Esse último na verdade eu nem reparei que tinha entrado em campo até o momento da saída.

A grande falha desse jogo, é óbvio, não foi nesse, mas foi no confronto realizado no Maraca. A vantagem era grande pros caras e o time deles foi eficiente em defender sua vantagem e ensebar a partida de forma justa sempre que pintou oportunidade.

Agora… Uma outra grande falha, que já entra no rol de defeitos anteriores à competição, é perceber que, fora as “ausências” do elenco já citadas anteriormente, na hora que tem que tascar gente pra RESOLVER uma classificação em fase de LIBERTADORES, o que tem no cardápio pra servir é Dourado, Geuvânio e o (ainda) menino Lincoln.

Nas entrevistas pós-jogo, como era de se esperar, jogadores, comissão técnica e diretoria tecendo grandes autoelogios por conta dos 45 minutos de La Intensidad. Ok… Foi bonitinho e até mesmo a parte da Nação presente no Mineirão aplaudiu no final do jogo. Mas o fato só pode ser realmente digno de elogio se, e convenhamos que é improvável, tenha (enfim) chegado pra ficar.

Vida que segue. O jeito é disputar essa bagaça todo ano até dar certo. E nossa vaga para a de 2019 segue muito bem encaminhada nas duas competições que nos restam na temporada.

Quem fica com um pouco menos de intensidade agora é o calendário (Saraújo estaria feliz se ainda estivesse por aqui). Cair pra dentro na CB e recuperar o tempo (e pontos) perdido no Brasileirão no instável desempenho Pós-Copa.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. SEM DÚVIDA. Na coletiva o Diego Alves disse que esse jogo pode ser um divisor de águas. Sem dúvida. Antes dele estávamos na Libertadores. Depois dele não mais.

. ORGANIZAÇÃO DALTÔNICA. Justa a decisão da CONMEBOL orientando o Flamengo a jogar de branco. Azul de um lado e Preto e Vermelho do outro realmente ia confundir tudo. #SóDáMaluco

. AGÊNCIA DE EMPREGO. Em uma das muitas ensebações azuis durante o jogo, Rodinei e Mano Menezes bateram altos papos na beira do gramado. Nosso lateral deve ter falado: “Pô, tio. Tem uma vaga aí não? O povo lá não tá mais me aguentando. Anota meu zap aí se pintar alguma vaga. Eu não sei cruzar não, mas sei um monte de piada bacana”.

. NÚMEROS QUE IMPRESSIONAM. Até que o Marlos participa bem dos jogos. Não dá pra dizer que foi uma bola fora sua contratação. Agora… Mesmo sem ser um dos tais “verdadeiro nove” e ser mais de jogar pelos lados do campo, abisma saber que o último gol do cara foi em 2016, uns setenta jogos no passado.

. AINDA SOBRE O BARCOS. Com aquele gol que o cara perdeu na primeira etapa, as estatísticas do jogo deviam abrir uma nova coluna. Além de “chance real de gol”, “chance surreal de gol”.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.