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Distância aumenta, tempo diminui

Por em novembro 4, 2018

É.. Se em mata-mata a glória e a derrota caminham juntas até o momento em que inevitavelmente se separam, em pontos corridos o triunfo e a decepção são servidos em torturantes doses homeopáticas.

Pela segunda rodada em sequência o Flamengo invicto de Dorival fica no empate. Faltando seis jogos, com seis pontos de distância para o Palmeiras, nossa vaquinha começa a tomar oficialmente o rumo do brejo. A gente só não bate o martelo de vez e vai preparar a lista de Natal e os planos para 2019 por dois motivos.

Um é que nem adianta dar faniquito e dizer que não, domingo próximo, cinco da tarde, a gente vai estar de “zóião” e pensando coisas do tipo “Ih… Sei não hein… Esse joguinho aí dos porquinhos contra o Galo… No Independência… Vai que…”. O outro é que, infelizmente, antes de pensar na próxima temporada, temos que ficar de olho no retrovisor com o povo que vai chegando e querendo ocupar um lugar ao sol no G4.

Flamengo jogou melhor. Mais posse de bola, muito mais finalizações e chances reais. De qualquer forma isso não soma três pontos. O certo é que “aquela bola do Vitinho contra o São Paulo” acaba de se juntar ao “aquela bola do Paquetá contra o Palmeiras”, como uma das fontes de nossos lamentos do ano. Sendo que  na verdade nossos pecados mortais foram bem outros e todos nós sabemos.

Não é nada, não é nada (e não é nada mesmo), são curiosos tempos esses em que visitamos o São Paulo no Morumbi e vemos os paulistas entrando em campo com 35 zagueiros e 17 volantes pra nos encarar. Tempos atrás, e nem tão distantes, jogos fora eram quase certeza de derrota.

Bom também ver que o time não nutellou em nenhum dos momentos em que esteve atrás no placar. Com o requinte de dar a resposta ao primeiro gol logo no lance seguinte.

Agora… A gente anda com uns probleminhas no trato com a criançada,  não é mesmo? Na Copa do Brasil teve aquele moleque do Corinthians saindo do banco pra nos eliminar no primeiro toque na bola. Dessa vez foi o menino Helinho, fazendo sua estreia pelo tricolor, marcando logo na primeira tentativa.

O técnico e os jogadores já falaram e vão bater na tecla do “ainda dá” ao longo da semana de forma compreensível e protocolar. Os dirigentes, se tiverem tempo entre uma ação eleitoreira e outra, também.  Pelos motivos já expostos lá em riba nos cabe continuar torcendo. Mas cá entre nós, não será pecado mortal nenhum, muito menos traição à pátria, pensar no Clássico contra o Botafogo na próxima rodada, e também na lista pro Papai Noel e no réveillon.

Bora torcer de forma amena.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. MAIS FUTEBOL, MENOS FANIQUITO. Paquetá parece ansioso pra começar logo sua carreira na Europa. Dando ataque a torto e a direito por pouca coisa. Sem paciência pra esse treco de futebol tupiniquim.

. RACHA CABEÇA. Membros de organizadas protagonizaram Cenas Lamentáveis no intervalo de jogo no Morumbi. Nenhuma surpresa nisso. Uma pena ter sobrado bordoada para o Miojo, figuraça pacífica e costumaz nos jogos do Fla Basquete.

. BOM E RUIM. Essa subida de produção do Uribe na reta final, tá com mó cara de decretarem que não precisa pensar em outro camisa nove pro ano que vem. Vamos observar.

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