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Cada um com sua cruz, Fla e Bota fazem último Clássico Carioca da temporada

Por em novembro 10, 2018

Em 2017 o Botafogo viveu momentos sublimes da “Euforia Do Que Dá” ao se sagrar, Glorioso, Campeão Mundial da Fase de Grupos da Libertadores. Como após a bonança humilde costuma pintar a realidade cruel, em 2018 a bagaça gira em torno da fuga do rebaixamento, situação mais adequada à história recente do clube.

Se o drama do lado de lá AINDA tem contornos pálidos, já que a turma que vem atrás parece fazer questão de participar da Segundona na próxima temporada, do lado de cá o “drama”, infelizmente, também empalideceu após nossos últimos dois empates. Uma forma amena de dizer que a vaca foi pro brejo.

Fora das quatro linhas a turma de terno, gravata e diploma tá nem aí. Cada um ao seu modo, entre uma ofensa e outra ao amiguinho oponente, vai prometendo “o mundo de novo”, “o novo estádio”, “o novo espírito de luta do time”, e todos os outros “novos” que, em sua maioria, serão reprometidos mais pra frente em três anos, nas futuras eleições.

Dorival deve repetir a equipe pela sexta vez consecutiva. De parabéns mesmo os envolvidos. Isso é coisa rara no futebol. Não só pelas exigências físicas naturais do esporte, como por uma ou outra insegurança das comissões técnicas, que costumam ficar buscando soluções e trocar o pneu com o carro em movimento.

Se apresenta muito bem o Flamengo de Dorival, pecando naquelas nossas conhecidas deficiências, as quais um técnico só pode tentar amenizar, sem muitas condições de resolver em um passe de mágica.

Do lado de lá… Do lado de lá… O Botafogo paira ali nas proximidades da Zona da Degola, e tem dois importantes reforços na reta final decisiva. Gatito voltou a mitar na última rodada na vitória magra sobre o Corinthians, e Jefferson está de volta à ativa pós-atropelamento do Paquetá no primeiro turno. Apesar de fraco, o time costuma ser veloz nos contra-ataques, o que só aumenta a importância da segurança extra lá na cozinha com o retorno dos dois arqueiros. Uma pena (pra eles) que o regulamento só permita um goleiro na equipe.

Nossos 3500 ingressos, como de hábito, já esgotaram. Do lado de lá ainda tem bastante dos bilhetes que custam “dois-real-grátis-um-refresco”. Há preocupação do povo da segurança com a possibilidade (óbvia) de rubro-negros comprando os ingressos “sobrantes” do lado dos rivais. Pô… É a Lei da Oferta e da Procura. Os caras não têm torcida. O mais certo, já que também andam precisando de grana, era liberar uma maior quantidade de ingressos para a Nação. Contudo, porém e não obstante, orgulho besta e praticidade financeira nunca andam lado a lado, em prol do clube, pelas bandas de General Severiano.

Só por força do hábito… O Palmeiras enfrenta o Galo no Independência. É pra animar? Nem tanto. O Atlético Mineiro vive seu momento “perdido no mundo”. Nos últimos cinco jogos, quatro derrotas e um empate. Contraste total com as quatro vitórias e um empate dos pigs no mesmo período. Mas vai que…

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. BOA TROCA. No banco de reservas volta Marlos, após suspensão, e sai Geuvânio lesado. Quero dizer, lesionado.

. BLACK AND RED MIRROR. No melhor estilo Admirável Mundo Novo Tecnológico, Flamengo e Diego Alves vão “documentando” seus pontos de vista e argumentos nas redes sociais, no whatsapp e nas caixas de e-mail, para eventuais embates futuros nos tribunais.

. MÓ VACILÃO. O caso em si já mostra a pisada na bola do Diego Alves. Daí quando a gente descobre que já fez o mesmo mimimi lá pela Zoropa… Só nos resta dizer “adeus, não volte nunca mais”.

. É HOJE? Tamo aqui de boa só aguardando a Lei do Ex valer entre Arão e Botafogo.

MESA DA ARCOIRIZADA

. QUEM DIRIA? Uma penúria danada. Um trololô inacabável na análise dos balanços financeiros, e o novo patrocínio na camisa do Vasco é de uma empresa de investimentos… Vai entender…

. NUVENS NEGRAS NO HORIZONTE. Após o Clássico, o Botafogo enfrenta a Chape fora em jogo de 6 pontos, e depois o atual vice-líder do campeonato. Sei não…

. 2018 EM BANHO MARIA. Com chances remotas de uma catástrofe que envolva rebaixamento, e com o banho de água fria na derrota no jogo de ida na Sula, a Nobreza do Laranjal já pode pensar em 2019… E no eterno pensar: as dívidas.

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