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Após merecida derrota para o Botafogo, o óbvio: tropeço do Palmeiras

Por em novembro 11, 2018

Foi uma noite pra esquecer a desse sábado no Engenhão. Em teoria seria até melhor ser lembrada, para que não fosse repetida. Mas como tirar lições do passado para melhorar o futuro não parece ser o forte do Flamengo nos últimos anos… Esqueçamos.

Um problema que até vinha sendo resolvido a contento pelo Flamengo de Dorival, a Síndrome do Arame Liso, voltou a marcar presença. Aquela posse de bola grandiosa, que chegou a bater em 72% em alguns momentos, sem a menor objetividade. Bola pro lado de lá… Bola pro lado de cá… Bola pro lado de lá… Até alguém perder a paciência e meter a bicanca pra área e ver no que dá.

Como o Botafogo não tinha nada com isso, e precisava dos pontos pra aliviar a proximidade do Z4, fez o que um time pequeno poderia fazer. Fechou a cozinha de forma eficiente, confiou no talento (que nem precisou usar) do Gatito, e ligou a velocidade máxima nos contragolpes.  Tendo aberto o placar utilizando dessa arma.

Depois do segundo gol dos caras, “a la Alemanha” na Copa do Mundo 2018, o Flamengo reagi… Mentira. Reagiu porra nenhuma e o marasmo se arrastou até o intervalo.

Daí rolou aquela simulação de melhoria logo na volta do vestiário, um “gazinho” a mais por alguns minutos, pra logo depois voltarmos ao mais do mesmo, com o povo do chororô mais perto de marcar o terceiro que nós de arrancar um empate… Que também não serviria para bulhufas.

Eu nem preparei o pós quando cheguei do jogo porque quis aguardar. Quando o juiz encerrou a partida, com a posterior comemoração eufórica e constrangedora dos botafoguenses, proferi: “Já é certo o Palmeiras não vencer amanhã”. Não deu outra.

E é bem feito, né? Se a gente perde um caminhão de pontos pra Vasco, Botafogo, Ceará, Chapecoense e outras dragas, é justo que os Deuses do Futebol sambem na nossa cara. Fazer o que?

Então é isso. Se parte de nós insistia em não admitir, mais por esperança tola que por razões práticas, já é oficial que a vaca está atolada no brejo até os chifres. E o pior que a gente não pode nem se dar ao luxo de relaxar e pensar no Carioqueta. Grêmio e São Paulo são presença incômoda no retrovisor e temos que garantir nossa vaga na fase de grupos da Libertadores. De preferência sem sustos, e mais de preferência ainda sem comemoração efusiva da diretoria, como aconteceu na rodada 38 do ano passado.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

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