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    Flamengo “fala” idiomas diferentes durante o jogo, mas vira Clássico contra o lanterna

    Por em janeiro 27, 2019

    Tem o lado copo cheio… Um dos grandes problemas em temporadas passadas, era mesmo a nutellice generalizada que se abatia sobre a equipe após levar gols. Esse ano já saímos atrás três vezes e ainda não perdemos.

    Também tem o lado copo vazio… Vamos nos classificar para as semifinais da Taça Guanabara, que é a meta prática de curto prazo. Porém, foi mais um jogo de desempenho geral abaixo do esperado, contra times fracos. Com as missões que temos no ano, com o elenco montado, a infraestrutura e blá-blá-blá, era de se esperar evolução mais nítida.

    Nosso Flamengo até começou melhor. Não aquele MELHOR que seria natural nas circunstâncias, mas ainda assim melhor. As opções do Abel em deixar os reforços no banco de reservas, davam esperanças para o decorrer da peleja. Daí veio o gol dos caras.

    Antes da bola rolar eu comentava com meu brother José Paulo… “O perigo desses devaneios do Abel é os caras acharem um gol cagado, e depois pintar aquele 11-0-0 maroto quase intransponível”. Ou seja… Parte da culpa pode ser jogada na minha boca de cemitério (ou mais lucidez que o técnico, vocês escolhem).

    Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

    E por pouco a vaca não vai pro brejo logo no começo da segunda etapa, com uma bola na nossa trave.

    Na volta dos vestiários, onde, segundo o Abelão rolou bronca, (e eu fico aqui pensando de quem em quem), a tática mudou para… “Ô, calouro… Chegaste agora e tá um calor do cão nessa merda. Então vai ser o seguinte: a gente vai retomar a bola, dar um bicão na sua direção, um pouco mais na frente, e você se vira nos 30. No caso, nos 45”.

    Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Bruno Henrique não se incomodou com a missão e nem com os 50 graus na sombra do verão carioca. Daí o resto do povo vendo aquilo, por educação, resolveu ajudar e correr junto.

    E deu certo, né? Óbvio.

    Nem precisou fazer muito. Usamos dois elementos: nossa infinita superioridade técnica, que não serve de nada sem o ingrediente principal, a Vontade. Ontem mesmo, no Prezão aqui do BoTTeco, comentei que a única forma de não vencer a bagaça, seria os caras ganharem na disposição, e que isso é imperdoável.

    Na coletiva após o jogo, Abel declarou um “estou começando a pensar em misturar um pouco” que trás um certo alívio. Esse troço aí de time A e time B desenhados na ponta do lápis e seguindo como regra imutável não tem como dar certo nem no Playstation.

    Teve também a questão da saída do Diego pra entrada do Piris. Essa aí a gente vai ter que acostumar, apesar de ser um idioma totalmente diverso  (pelo menos a torcida espera) do DNA ofensivo do Flamengo. Mas o Abel simplesmente não resiste a tascar a volantada quando está na frente do placar. PERIGOSÍSSIMA na Libertadores essa postura. Todos nós sabemos como o Abel trabalha. Se alguém tem que ser cobrado, é quem fez a entrevista de emprego.

    Bora torcer.

    Isso aqui é Flamengo.

    PETISCOS

    . MAIS QUENTE QUE O SOL. Não procurei saber o motivo . Não sou disso de me meter na vida alheia. Mas logo ao chegar ao estádio presenciei um rapaz alto e magro, dando uma das Maiores Tapudas na Cara que Já Presenciei. O alvo, um costumeiro cambista gorducho que está em todos os jogos, ainda pediu desculpas depois (??!!). Fritou em alta temperatura.

    . JOGANDO CONTRA. Com preços proibitivos, os geniais dirigentes dos clubes, somados à organizadora da suruba, a FFERJ, dão mais um tiro no pé do pobre Carioqueta. Pouco mais de 6 mil testemunhas no Clássico.

    . MODA???!!! Com uma dúzia de uns nove torcedores alvinegros ao redor, uma mensagem (provocativa?) decretava em duas faixas com algumas letras em preto e vermelho: “É TRADIÇÃO. NÃO É MODA”. Se alguém puder me explicar, agradeço.

    . SENSUALIZOU. Zé Ricardo lamentou: “no segundo tempo, não tivemos a mesma volúpia na marcação”. Será caliente o Bota x flu na Taça Rio.

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